e no dia 10 de dezembro, na Biblioteca Municipal de Portimão, por Adriana Nogueira. Seguir-se-ão apresentações em Tavira, Odemira, Évora, Angra do Heroísmo e Paris.
De acordo com a sinopse, é um livro que se percorre como quem caminha devagar pelas ruas de Paris. Mais do que uma narrativa de viagem, “O Flâneur de Paris” é um atlas literário íntimo, uma geografia afetiva onde os lugares se acendem como memórias e os nomes das ruas evocam escritores, filmes, canções e fantasmas.
João B. Ventura desenha neste livro um mapa pessoal da cidade que o acolheu em diferentes momentos da vida: do Quartier Latin à Goutte d'Or, dos cafés onde o tempo se detém aos cemitérios onde repousam as figuras da sua mitologia. Mas a sua Paris não é apenas espaço físico é também a cidade de Baudelaire, Benjamin, Aragon, Hemingway, Queneau, Perec, Cortázar, Roubaud, Vila-Matas e tantos outros. Um palimpsesto onde se inscrevem, em camadas sobrepostas, a experiência vivida, a literatura e o olhar melancólico de quem regressa sempre à cidade, mesmo quando dela se afasta.
Com uma escrita densa, envolvente e lírica, que já mereceu os elogios da crítica, este é um convite à flânerie literária não para descobrir uma Paris desconhecida, mas para aprender a olhar de novo para o que sempre lá esteve. Como nos diz Walter Benjamin, "Paris é a grande sala de leitura de uma biblioteca por onde corre o Sena". Este livro é uma dessas páginas.
JOÃO B. VENTURA nasceu em Portimão, em 1956, é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e pós-graduado em Ciências Documentais pela Universidade de Lisboa; mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo (IUL-ISCTE) e em Gestão de Instituições e Empresas Culturais pela Universidade de Barcelona. Foi leitor de Língua e Cultura Portuguesas, na Universidade Sorbonne (Paris IV), e docente de Gestão e Intervenção Cultural, na Universidade do Algarve. Foi docente do ensino secundário, bibliotecário e diretor artístico do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão. Foi Delegado Regional da Cultura do Algarve. É sócio fundador do Instituto de Cultura Ibero-Atlântica, do qual foi presidente, e membro da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. Publicou Bibliotecas e Esfera e Um Lápis no Punho (2024), descrito por Carlos Vaz Marques como “um manifesto de resistência ao conformismo literário” e colabora regularmente em revistas literárias. O Flâneur de Paris (setembro 2025) é o seu mais recente livro.
João Ventura





