O programa de apoio ao emprego recebeu na primeira fase 4.434 candidaturas, no valor de mais 480 milhões de euros, a maior parte das quais relativas à criação de emprego no Interior, informou hoje o Ministério da Coesão Territorial.

Segundo o ministério, o número de candidaturas ao programa +CO3SO Emprego, que previa uma dotação de 90 milhões de euros para a criação de 1.600 empregos em micro e pequenas empresas e entidades do setor social, poderá levar a que esta dotação seja reforçada depois da análise das candidaturas.

Só para a criação de empregos no Interior (+CO3SO Emprego Interior) foram apresentadas até quarta-feira 2.435 candidaturas, no valor de 260 milhões de euros.

Acrescem ainda mais de 190 milhões de candidaturas relativas a entidades no Litoral (através do +CO3SO Emprego Urbano) e de quase 30 milhões de euros para contratação em projetos de empreendedorismo social (no âmbito do +CO3SO Empreendedorismo Social).

O programa +CO3SO Emprego arrancou em meados de julho, promovido em conjunto pelos ministérios da Coesão Territorial e do Trabalho e Segurança Social, e tem 90 milhões de euros destinados, com o objetivo inicial de criação de 1.600 empregos, muito abaixo do valor das candidaturas apresentadas.

Devido ao sucesso do programa, o Ministério da Coesão Territorial afirmou hoje que “está disposto, assim as candidaturas apresentadas o justifiquem, a reforçar as verbas previstas para a medida”.

“A elevada procura por estes apoios já justificou a suspensão do período de candidaturas em alguns territórios”, destacou.

De acordo com o ministério da ministra Ana Abrunhosa, as candidaturas serão agora analisadas pelos Grupos de Ação Local, responsáveis pela gestão da medida no território, e pelas Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais Regionais Norte 2020, Centro 2020, Lisboa 2020, Alentejo 2020 e CRESC Algarve 2020, responsáveis pelo financiamento desta medida do Governo, com verbas do Fundo Social Europeu.

A medida +CO3SO Emprego apoia a 100% os salários e contribuições para a Segurança Social a cargo do empregador com os novos postos de trabalho e prevê o pagamento de um adicional de 40% sobre esses mesmos custos, podendo ir até a um apoio mensal de 2.200 euros por cada trabalhador contratado sem termo, por um período máximo de 36 meses.

Os destinatários são micro e pequenas empresas, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Associações e Fundações, Cooperativas, Associações Mutualistas e Misericórdias, entre outras entidades da economia social.

De acordo com o ministério, ainda não está disponível a informação sobre o CAE (Código de Atividade Económica) das entidades candidatas, mas as sociedades por quotas foram responsáveis por cerca de 330 milhões de euros do total de candidaturas.

“Num momento de recuperação da crise económica gerada pela pandemia da covid-19, o tecido económico e social do país mostra, através da procura por estes apoios, considerável disponibilidade para contratar novos trabalhadores qualificados, pagar salários acima da média nacional e investir nos seus projetos de empreendedorismo”, salientou o ministério.

 

Por: Lusa