Domingo, 21 de Outubro de 2018 |
Autárquicas Loulé | Entrevista José Graça

09:33 - 09/09/2017     1072 visualizações POLÍTICA
Atualizado em: 09/09/2017
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Candidato pela Coligação Todos Pelo Nosso Concelho (PSD/CDS/MPT) à Câmara Municipal de Loulé

A menos de um mês das eleições autárquicas, o jornal A Voz de Loulé quis conhecer melhor os candidatos à Câmara Municipal de Loulé, que no dia 1 de outubro irão a votos. As razões que levaram à candidatura, os objetivos que querem ver cumpridos e os benefícios para o Concelho com a sua eleição foram algumas das questões que quisemos colocar. José Graça (PSD/CDS/MPT), Joaquim Guerreiro (BE), Vítor Aleixo (PS) e António Vairinhos (CDU) responderam e esclareceram. Afinal de contas, em breve um deles será o próximo Presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Todas as entrevistas foram realizadas pela jornalista Sofia Cordeiro Coelho, o critério de paginação na edição em papel é a ordem dos boletins de voto, ditada por sorteio pelo Tribunal de Loulé.

 

Voz de Loulé - Porque tomou a decisão de candidatar-se à Câmara Municipal de Loulé?

José Graça - Tomei a decisão de me candidatar a Presidente da Câmara Municipal de Loulé porque tenho experiência de 12 anos de gestão autárquica, primeiro como Vereador durante um ano e meio e depois durante mais de dez anos como Vice-presidente, das equipas lideradas por Seruca Emídio, no período de maior desenvolvimento do nosso Concelho.

Acredito que a experiência acumulada durante esses 3 mandatos, quer a nível da gestão financeira da Autarquia, quer a nível da gestão das obras Municipais e da coordenação das 3 empresas Municipais, Infraquinta, Infralobo e Inframoura, serão fundamentais para o desempenho futuro na liderança da Autarquia Louletana.

Foi para mim uma grande honra ter servido o meu Concelho, ter contribuído para o seu desenvolvimento e ter criado e fortalecido relações de amizade na autarquia, seguramente para o resto da minha vida.

Tendo em conta a minha experiência, competência e dedicação, quero de novo voltar a me colocar ao dispor do meu Concelho, agora como Líder de uma equipa capaz de criar melhores condições de vida, para todos aqueles que trabalham, residem e querem investir no nosso Concelho.

 

V.L. - Descreva os principais objetivos e Promessas/Compromissos da sua Candidatura?

J.G. - Os principais compromissos da minha candidatura dividem-se em 4 grupos:

- Em primeiro lugar, reduzir os impostos às famílias e às empresas, não apenas no último ano de mandato como fez a atual gestão camarária socialista, mas sim, de modo regular e constante ao longo dos 4 anos do próximo mandato autárquico. Assim em relação às famílias, anunciei logo, aquando da apresentação pública da minha candidatura, em 10 de abril passado, a fixação do valor mais baixo do IMI, ao longo dos 4 anos do mandato, bem como, a devolução da totalidade dos 5% do IRS às famílias do nosso Concelho. Estas duas medidas irão contribuir para maior justiça social e para melhorar o rendimento das famílias louletanas. A preocupação com os mais desfavorecidos, através do alargamento e melhoria do Regulamento Loulé Solidário, envolvendo a participação das nove Juntas de Freguesia, das IPSS’s e demais Associações Sociais, são compromissos que quero estabelecer com todos de forma clara e transparente e não como até agora numa gestão única e fechada da Câmara Municipal de Loulé, como aconteceu nos últimos anos de gestão socialista em que não houve participação das Juntas nem das IPSS’s na gestão dos apoios aos mais desfavorecidos.

A não aplicação da Derrama às empresas, durante os 4 anos do próximo mandato autárquico, a par do reforço do apoio técnico às empresas, através das diferentes Associações Empresariais do setor primário (agricultura, floresta e pescas); do comércio e serviços; do turismo, hotelaria e restauração, são compromissos da minha candidatura, que visam reforçar o setor empresarial, contribuindo assim indiretamente para a melhoria da qualidade de vida dos seus colaboradores.

-Em segundo lugar, retomar o investimento autárquico necessário ao desenvolvimento do nosso Concelho, ao nível do saneamento básico e/ou abastecimento de água; na reabilitação urbana; na melhoria das estradas e dos acessos urbanos; na habitação social a custos controlados; na melhoria e construção de novos equipamentos sociais como creches e lares; na renovação e ampliação do parque escolar agora até ao 9º ano de escolaridade; na melhoria e criação de novos espaços verdes; na construção de novos equipamentos culturais e desportivos; na recuperação dos edifícios municipais; na melhoria da recolha do lixo e da limpeza urbana, após uma oportunidade perdida no desenvolvimento do nosso Concelho no presente mandato autárquico de gestão socialista que se caracteriza por ter sempre sobrado em dinheiro, parado em bancos, o que tem faltado em capacidade de gestão autárquica e de investimento público, necessário ao desenvolvimento do nosso Concelho.

-Em terceiro lugar, a Câmara Municipal de Loulé deve ser capaz de estimular o investimento privado necessário ao desenvolvimento do nosso concelho, facilitando a vida às empresas já instaladas e ter uma política ativa de captação de novos investimentos privados, através das empresas existentes, bem como, de novas empresas que se queiram instalar, criando assim riqueza no nosso concelho. As medidas de política fiscal, ao nível camarário, são já hoje e serão num futuro próximo, um elemento determinante para a fixação de novas empresas e novos residentes e um elemento forte de competição entre territórios com características semelhantes. O turismo é a principal atividade económica do Concelho de Loulé. Importa tirar partido, para incrementar e articular com este setor, as restantes atividades económicas do Concelho.

- Em quarto lugar, importa estimular o empreendedorismo da nova geração para que, desenvolva as suas atividades tendo em conta a sua formação académica e profissional. Criar mais justiça social e apoiar a afirmação da Sociedade Civil, enquanto protagonista de comunidades prósperas. Defender o património ambiental, a única via segura para preservar em nome das gerações futuras os valores e a riqueza do nosso território, serão princípios que vão guiar esta candidatura. O apoio aos diferentes Movimentos Associativos de índole cultural, desportivo e recreativo é o objetivo estratégico de afirmação da Sociedade Civil que, em colaboração com o poder autárquico, pode e deve fazer mais e melhor pelo nosso Concelho.

 

V.L. - Porque devem as pessoas optar pela sua Candidatura e não pelas outras alternativas?

J.G - Na política autárquica, mais importante que novos anúncios ou novas promessas, o que importa é comparar o trabalho realizado por aqueles que tiveram a sorte de ter servido o seu Concelho, como foi o meu caso. Ao longo da minha vida desempenhei quatro tipos de funções públicas e privadas. Fui docente na Universidade do Algarve durante uma década; fui e sou Dirigente Superior da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, durante mais de 5 anos; fui Gestor do Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa C.R.L, também durante 5 anos e fui durante 3 mandatos consecutivos, ou seja 12 anos, Vereador e Vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé. Tenho por isso experiência de Ensino Superior, de Gestão Pública e Privada e posso afirmar que ter sido autarca no nosso Município, foi para mim uma grande honra e de todas as funções que desempenhei até hoje, aquela que mais me senti realizado, porque existiu nesse período, visão estratégica, planeamento autárquico, um projeto e uma equipa capaz de conduzir os destinos do nosso Concelho.

A autonomia do poder autárquico, faz com que a vontade, a determinação, o empenho dos seus decisores sejam colocados ao serviço da sua comunidade e assim os resultados desse trabalho, sejam mais rapidamente compreendidos pela maioria dos munícipes.

Esse trabalho foi sempre reconhecido pelos eleitores, em vitórias crescentes do primeiro para o segundo mandato e do segundo para o terceiro. Penso que apresento um conjunto de compromissos para o próximo mandato autárquico diferenciadores de outras candidaturas, mas gostaria que as pessoas em primeiro lugar avaliassem o meu passado, o meu trabalho, ao serviço da nossa autarquia. Prometer é bem mais fácil, o que importa é cumprir aquilo que se promete, o meu passado autárquico fala por mim. Tenho muito orgulho no trabalho desenvolvido em 12 anos de gestão autárquica.

 

V.L. - Qual a mais-valia que a sua eleição pode trazer para o Concelho de Loulé?

J.G - Sou um candidato com provas dadas em termos de gestão autárquica Louletana, no período de 2002/13. Conheço bem o Concelho de Loulé, conheço os principais dossiers autárquicos, conheço e confio na capacidade, no empenho, na dedicação dos eleitos locais, das chefias, dos técnicos e demais funcionários autárquicos e conto com todos para de novo voltar a impulsionar o desenvolvimento do nosso Concelho. Defendo um trabalho conjunto e articulado, entre Câmara Municipal, Assembleia Municipal e todas as nove Juntas de Freguesia, no sentido de afirmar este grande Concelho de Loulé, a que todos temos muito orgulho de pertencer.

As pessoas conhecem-me, sabem que podem contar comigo, como seguramente contaram no passado recente. Sabem que trato todos por igual, sem qualquer descriminação social, racial, religiosa ou politica. Todos somos em primeiro lugar pessoas, que temos direito ao respeito e o dever de respeitar o nosso próximo. Comigo nunca houve, nem haverá, perseguição de qualquer natureza. Prometo trabalho, empenho, dedicação e acima de tudo, colocarei sempre os interesses públicos, acima de quaisquer interesses privados ou particulares.

Quero ser uma voz amiga a todos os empresários que, ou já instalados no Concelho, ou que aqui se queiram fixar, procurem a Câmara Municipal de Loulé para poderem desenvolver as suas atividades. Defendo a iniciativa privada, pois só ela pode ser o motor do desenvolvimento, que todos ambicionamos. As políticas fiscais camarárias têm de ser as mais constantes ao longo do tempo, para assim poderem atrair empresas e pessoas que desejem fixar-se no nosso Concelho. Todos somos necessários para impulsionar a nossa Economia Local, para afirmar cada vez mais o nosso Concelho à escala Regional e Nacional, para voltarmos a liderar o Algarve em termos económicos.

 

V.L. - Se achar necessário poderá referir mais algum assunto não abordado nas questões anteriores.

J.G. - Nesta pergunta, aproveito para esclarecer a falsa questão da dívida do Município de Loulé. Ao contrário do que afirmou, durante todo o mandato, Vítor Aleixo quando tomou posse em outubro de 2013, não existia qualquer dívida de curto prazo na Câmara Municipal de Loulé, que comprometesse o desenvolvimento do Concelho. Bem pelo contrário, em cada ano do presente mandato autárquico, a Câmara Municipal de Loulé, sempre arrecadou receitas muito superiores aquilo que o executivo socialista foi capaz de investir no desenvolvimento do nosso Concelho. Logo em 2014 para um investimento autárquico de 15,5 Milhões de Euros sobrou em depósitos bancários 17.7 ME, isto é, no primeiro ano de mandato a Câmara poderia e deveria ter investido o dobro. Em 2015 para um investimento autárquico de 15,2 ME os depósitos bancários atingiram 38 ME, ou seja, o executivo podia e devia ter investido o triplo. Em 2016 para um investimento autárquico de 11.9ME a Câmara Municipal criou depósitos bancários no valor de 63,4 ME, isto é, o executivo socialista podia e devia ter investido seis vezes mais. Agora, em agosto de 2017 existem parados em banco mais de 76ME, dinheiro que devia ter sido aplicado no desenvolvimento do nosso Concelho. Só a incapacidade de gestão de Vítor Aleixo e do executivo socialista, justifica o baixo investimento no Concelho no mandato 2013/17, pois as disponibilidades financeiras não pararam de crescer ao longo do mandato. Em cada ano, sempre sobrou em dinheiro o que faltou em capacidade de gestão socialista, para assegurar o desenvolvimento do nosso Concelho, para melhorar o bem estar das famílias Louletanas.

Perante um desafio público da minha Candidatura, em 14 de agosto, para um debate a dois sobre a dívida, em qualquer local público do Concelho, a candidatura de Vítor Aleixo, responde a 23 de agosto, com a proposta de um debate não centrado na dívida mas mais abrangente, parecendo não querer discutir a dívida. Reafirmo aqui e agora, que participarei em qualquer debate público, mas para mim é questão de honra, discutir a dívida e as questões financeiras da Câmara Municipal, porque quem não foi capaz de investir no desenvolvimento do nosso Concelho, não pode esconder-se atrás de uma falsa dívida, que não existe, nem existiu e portanto não condicionou a gestão do presente mandato autárquico socialista. Dívida de curto prazo vencida, no valor de 17,7 ME, nalguns casos com incumprimentos superiores a um ano, existia em 9 de janeiro de 2002, quando Vítor Aleixo deixou a Câmara Municipal de Loulé. Talvez por isso, agora o tema dívida e questões financeiras, sejam um incómodo para a atual gestão socialista, apesar de terem servido de desculpa, para justificar a sua incapacidade de gestão ao longo deste mandato autárquico.  

 

 
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