Quinta, 26 de Abril de 2018 |
MARIA JOÃO JUNTA-SE ÀS MOÇOILAS NO PALCO DO CINE-TEATRO LOULETANO

14:48 - 12/01/2018     143 visualizações LOULÉ
Imprimir
No âmbito do ciclo musical «O Longe é Aqui», vai ter lugar este domingo, 14 de Janeiro, pelas 17h00, no Cine-Teatro Louletano, o concerto conjunto da cantora Maria João e o grupo algarvio Moçoilas.

O Cine-Teatro continua a apostar no lançamento de novos desafios a projetos musicais locais, juntando-os a reconhecidos nomes do panorama nacional. Desta vez, serão privilegiados os universos do jazz/música improvisada e da música tradicional, proporcionando um encontro inédito entre a prestigiada cantora Maria João e as irreverentes Moçoilas, grupo de três mulheres que interpretam a capella canções do sul do país. Será um cruzamento de diversas latitudes musicais em que tradição e contemporaneidade se interpenetram para originar novas e surpreendentes leituras e abordagens.

Participa ainda neste espetáculo o reconhecido percussionista Quiné Teles, estando a direção musical do mesmo confiada aos prestigiados João Frade (acordeão e eletrónica) e João Farinha (Fender Rhodes e sintetizadores).

A carreira de Maria João tem sido pautada pela participação nos mais conceituados festivais de música do mundo. Um percurso iniciado na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal e que, em poucos anos, extrapolou fronteiras, fazendo de Maria João uma das poucas cantoras portuguesas aclamadas no estrangeiro. O reconhecimento oficial da divulgação da cultura portuguesa pelo mundo valeu-lhe a comenda da ordem do Infante D. Henrique pelas mãos do presidente Jorge Sampaio. É também a única artista portuguesa a ter sido nomeada para o European Jazz Prize juntamente com Jamie Cullum e Bobo Stenson.

Possuidora de um estilo único, tornou-se num ponto de referência no difícil e competitivo campo da música improvisada. Uma capacidade vocal notável e uma intensidade interpretativa singular valeram-lhe não só o reconhecimento internacional como a figuração na galeria das melhores cantoras da atualidade. Unânimes no aplauso, crítica e público nomearam-na “uma voz levada às últimas consequências”, declarando-a “uma cantora que não pára de evoluir”.

Os cantos do Sul, nas vozes das mulheres que regressam com a primavera, com o inverno à volta do braseiro ou com o estio do verão. Regressam sempre. São mulheres e dão vozes a uma serra onde o canto sempre foi muito mais feminino. Com elas continua, e agora de uma forma ainda mais meticulosa, a enorme necessidade de recuperar o canto do Algarve, esquecido ou escondido no tempo… O som emergente renasce da necessidade de se continuar a fazer ouvir e afirmar as sonoridades de base, da raiz, da terra. O público seguidor destas canções ao sul, deste grito soltado para fora, mantém-se ligado porque também nele surge a sensibilidade daquilo que pode ser tangencial com a identidade ou com a curiosidade da região que o acolhe.

Elas trazem a alma dos cantos da serra – e dos cantos da terra, e de muitos outros temas inspirados aí, nos seus tons, nos seus sons e cheiros, na sua voz para fora que ecoa e se transporta. Moçoilas é uma atitude, é uma alma, sentida de dentro, manifestamente afirmativa, alegre e feminina. É um canto solto com harmonias doces, duras e simples. A responsabilidade de assegurar este espaço/tempo musical e cultural – que tem sido manuseado e cuidado ao longo do tempo por Mulheres que se assumiram Moçoilas e nele deixaram um pouco de si para a continuidade deste projeto – é agora de Inês Rosa, Margarida Guerreiro e Teresa Silva.

Este trio de mulheres repega muitos dos antigos temas e enriquece-os com a sua energia própria, modificando uns, apropriando-se de outros e preparando caminho para novas melodias, novas canções.

Este terceiro ciclo elíptico reequaciona e portanto reconstrói e faz evoluir este grupo para uma outra dimensão que é simultaneamente uma mesma e diferente sonoridade. Estas Mulheres transportam dos seus percursos individuais e dos seus contrastes as tonalidades musicais e as cumplicidades que fazem soar uma harmonia enlaçada.

Este concerto será precedido da apresentação das propostas artísticas que integram a programação do Cine-Teatro para o período entre janeiro e junho de 2018.

O concerto tem a duração de 120 minutos e um custo associado por pessoa de 10 euros, passando para 8 euros no caso de maiores de 65 ou menores de 30 anos. O Cartão de Amigo é aplicável a este espetáculo.

 
Por: CM Loulé
 
Newsletter
Preencha o campo para subscrever a newsletter
notícias mais lidas


 
 
CATEGORIAS
A VOZ DO ALGARVE
APOIO AO CLIENTE
Visite-nos