Sábado, 17 de Novembro de 2018 |
Saúde no Algarve deixa cidadãos desprotegidos // Episódios sucedem-se e exigem intervenção pronta do Governo

10:19 - 27/09/2018     48 visualizações POLÍTICA
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Hospital de Faro sem TAC // Doentes urgentes de ortopedia fazem Faro- Portimão-Faro-Portimão para serem atendidos

Os dados do relatório de produção clínica do CHUA relativo aos primeiros meses do ano dão conta de perdas muito significativas por comparação ao mesmo período de 2018. 

Até Abril inclusive, regista-se um recuo de 21 % nas cirurgias programadas, 8 % nas externas, menos 6 % de primeiras consultas e consultas subsequentes e, mais preocupante ainda, um aumento de mais de 8 % nos óbitos registados no internamento e nas urgências hospitalares e básicas. A este respeito, o Deputado Cristóvão Norte questionou o Ministro, mais que uma vez, o qual na ocasião afirmou desconhecer o relatório em causa.

Estes dados são conformes com a degradação dos serviços: por exemplo, no passado fim-de-semana, sem ortopedia em Faro, três doentes foram enviados para Portimão, recambiados para Faro e novamente enviados para Portimão, procedimentos que lançam o pânico em cidadãos mais frágeis e que atestam a incapacidade de resposta de quem se vê a braços com recursos insuficientes; o hospital de Faro tem estado nos últimos dias a funcionar sem TAC, para além de persistir na prática de ter doentes internados nas urgências.

Estas circunstâncias traduzem-se no aumento exponencial de queixas registadas em 2017 por comparação a 2016: mais 103 % por comparação a um crescimento de 18 % no resto do país, disparando de 2762 para 5596 queixas, sendo que Portimão passou a ser o Centro de Saúde do país com mais queixas, Albufeira e Faro entraram no top 10 deste ranking.

Cristóvão Norte sublinhou que “ o Governo tem que eleger o Algarve a prioridade nacional da saúde: temos de há muito os piores números, estas perdas são dramáticas e as queixas são a expressão de dor e desespero que se tem preferido ignorar levianamente. Os episódios negativos são mais recorrentes e estamos a andar para trás no acesso e na produção clínica. A saúde não pode ser negada aos algarvios”.

 

Por: Cristóvão Norte

 

 
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