Terça, 25 de Junho de 2019 |
FARO TEM UMA CÁPSULA DO TEMPO

14:44 - 16/03/2019     498 visualizações FARO
Atualizado em: 16/03/2019
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A União das Freguesias de Faro juntamente com a Venerável Ordem Terceira do Carmo enterrou uma cápsula do tempo no Largo do Carmo no início de fevereiro tendo sido hoje colocada a lápide memorial da mesma.

Esta Cápsula do Tempo tem como finalidade preservar e divulgar a história, a identidade e a cultura de Faro dos nossos dias para serem redescobertos daqui a cerca de dois séculos.

Para isso foi colocado no interior do invólucro objetos de pequena dimensão, de parco valor monetário e não perecíveis tais como embalagens, garrafas, postais, sementes, fotografias da cidade, material escolar, jornais, revistas, livros, frascos, brinquedos, mensagens de crianças das nossas escolas, utensílios de cozinha e peças de vestuário característicos da nossa época e que são demonstrativos do local e do tempo em que vivemos.

Para Bruno Lage, presidente da União das Freguesias de Faro, “em 2220 muitos dos objetos que hoje existem e que fazem parte do nosso quotidiano serão completamente obsoletos e terão desaparecido das vidas das futuras gerações. Outros, pelo contrário, serão tão desenvolvidos que mal serão reconhecidos e possivelmente outros continuarão a existir tal como os conhecemos hoje”.

Esta Cápsula do Tempo está pensada para ser aberta no dia 2 de fevereiro de 2220. Esta é a data com algum significado para a Ordem Terceira do Carmo, uma vez que é o dia de Nossa Senhora das Candeias e é o aniversário de uma das freguesias desta União (Freguesia da Sé) e foi decidido 201 anos de viagem por ser um intervalo de tempo suficientemente longínquo para uma (esperada) mudança em termos tecnológicos da nossa sociedade bem como dos nossos hábitos e costumes. Ao mesmo tempo é um intervalo de tempo suficientemente próximo para garantir uma boa conservação do material ali colocado.

A Sociedade Internacional de Cápsulas do Tempo estima que existam entre 10 mil a 15 mil cápsulas em todo o mundo. Contudo, os seus especialistas estimam que cerca de 80% estejam perdidas ou tenham sido esquecidas.

Por: União das Freguesias de Faro

 
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