A AHDPA – Associação Humanitária dos Doentes de Parkinson e Alzheimer realizou este sábado, 17 de janeiro, um convívio solidário de Reis no seu Centro de Dia, localizado no empreendimento Vila Sol, em Quarteira.
Mais do que um almoço, o evento foi um gesto coletivo de solidariedade e afeto, reunindo cerca de meia centena de pessoas em prol de uma causa que toca a todos: o cuidado, a dignidade e o apoio a quem vive com Parkinson e Alzheimer.
A sala esteve cheia de rostos amigos e comprometidos, entre os quais se destacaram o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, João Romão, e Franco Pasotto, dinamizador de vários clubes rotários do Algarve e principal responsável pelo Jardim Sensorial que envolve o Centro de Dia, um espaço que simboliza cuidado, estímulo e acolhimento. O presidente da AHDPA, Adelino Rocha, partilhou a emoção do momento: “Este almoço solidário significa mais fundos angariados para a nossa instituição. Não fizemos o convívio de Natal porque os preços que nos pediram eram muito altos, mas hoje estamos aqui, cheios de boa vontade e amigos. Isso é uma gratificação muito grande”.
Com um tom sentido, agradeceu a todos os presentes, em especial a João Romão, e lembrou aqueles que, mesmo não podendo estar fisicamente, acompanham a associação “de coração”, como o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto. No momento das sobremesas, uma homenagem singela e carregada de significado emocionou os presentes: um arroz-doce preparado pela dirigente Ana Paula Correia trazia escrito o nome “Dinis”, em memória de Isidro Dinis, ex-presidente da direção, falecido há alguns meses. Foi ele quem, em tempos difíceis, segurou a instituição com determinação e coragem.
O seu legado continua vivo em cada gesto da AHDPA, e esta não foi exceção. Uma maneira terna de manter viva a sua presença e o seu exemplo e que emocionou particularmente a sua viúva e a sua irmã, presentes neste convívio. Este almoço foi, assim, muito mais do que uma refeição. Foi um ato de resistência humana, um encontro de quem acredita que juntos podemos fazer a diferença na vida de doentes e familiares. Um lembrete de que, mesmo perante desafios, a comunidade sabe unir-se, partilhar e cuidar porque é no calor destes gestos que se constrói uma sociedade mais solidária e inclusiva.
Jorge Matos Dias