Como investir no mercado de ações português: primeiros passos e riscos a considerar

18:59 - 10/02/2026 ECONOMIA
O mercado de ações português, pode despertar o interesse de quem procura compreender melhor como funcionam os investimentos financeiros, e de que forma as empresas cotadas obtêm financiamento.

No entanto, investir em ações não é um processo simples nem isento de riscos. Antes de dar os primeiros passos, é fundamental adquirir conhecimentos básicos, compreender os instrumentos disponíveis e ter consciência das potenciais perdas financeiras associadas.

O que é o mercado de ações português

Em Portugal, a principal bolsa de valores é a Euronext Lisboa, onde estão cotadas empresas que integram, entre outros índices, o PSI. Ao comprar ações, o investidor adquire uma pequena parte de uma empresa, ficando exposto à sua evolução financeira e ao comportamento do mercado. O valor das ações pode subir ou descer em função de diversos fatores, como resultados empresariais, condições económicas, taxas de juro ou acontecimentos geopolíticos.

Primeiros passos para um investidor iniciante

Antes de investir, é importante definir objetivos claros. Estes podem variar entre a preservação de capital, a geração de rendimento complementar ou o crescimento a longo prazo. Cada objetivo implica níveis de risco diferentes, e nem todas as estratégias são adequadas para todas as pessoas.

Outro passo essencial, é escolher uma plataforma de investimento regulada que permita o acesso ao mercado português. Existem várias opções disponíveis no mercado europeu, incluindo bancos tradicionais e plataformas online, como a XTB, que oferecem acesso a ações, ETFs e outros instrumentos financeiros. Independentemente da escolha, é crucial verificar se a entidade é supervisionada por autoridades competentes, e compreender todos os custos associados.

Vantagens e riscos de investir em ações

Investir em ações, pode permitir participar no crescimento de empresas e, em alguns casos, beneficiar de dividendos. No entanto, estas potenciais vantagens estão sempre acompanhadas de riscos. O capital investido não está garantido, e o investidor pode perder parte ou a totalidade do montante aplicado.

A volatilidade dos mercados significa que, os preços podem variar significativamente num curto espaço de tempo. Para investidores iniciantes, a falta de experiência pode levar a decisões impulsivas, especialmente em períodos de forte queda ou euforia do mercado.

Estratégias e importância da diversificação

Uma abordagem comum para gerir o risco é a diversificação, ou seja, distribuir o capital por diferentes empresas, setores ou instrumentos financeiros. Ainda assim, a diversificação não elimina o risco de perdas, apenas o pode atenuar.

Alguns investidores optam por estratégias de longo prazo, enquanto outros recorrem a instrumentos mais complexos, como os Contratos por Diferença (CFDs). Estes permitem especular sobre a variação do preço de um ativo, sem o possuir diretamente, mas envolvem riscos significativamente mais elevados.

CFDs, alavancagem e advertências importantes

Os CFDs são instrumentos financeiros alavancados, o que significa que permitem obter uma exposição maior ao mercado com um capital inicial reduzido. No entanto, a alavancagem aumenta tanto os ganhos potenciais como as perdas, podendo estas exceder rapidamente o investimento inicial. Por este motivo, os CFDs e os mecanismos de alavancagem, não são adequados para todos os investidores e exigem um elevado nível de compreensão, e gestão de risco.

Advertência de risco (ESMA): Os CFDs são instrumentos complexos, e acarretam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido à alavancagem. Uma percentagem significativa de investidores de retalho perde dinheiro ao negociar CFDs. Deve considerar se compreende o funcionamento dos CFDs, e se pode assumir o elevado risco de perder o seu dinheiro.

Considerações finais

Investir no mercado de ações português, pode ser uma forma de aprofundar o conhecimento financeiro e participar na economia real, mas trata-se de uma atividade que exige preparação, disciplina e consciência dos riscos. Cada investidor deve avaliar a sua situação financeira, os seus objetivos pessoais e a sua tolerância ao risco antes de tomar qualquer decisão. A educação financeira contínua e uma abordagem prudente, são elementos essenciais para navegar num mercado que, apesar das oportunidades, pode resultar em perdas financeiras significativas.