Enfermeira condenada por homicídio no Algarve localizada e detida na Indonésia

16:08 - 06/03/2026 ALGARVE
Mariana Fonseca condenada pela morte de um jovem no Algarve foi detida na Indonésia, após vários meses em fuga à justiça portuguesa.

A captura ocorreu na cidade de Jacarta e abre agora caminho ao processo de extradição para Portugal, onde deverá cumprir pena de prisão.

A mulher, enfermeira de profissão e atualmente com 29 anos, tinha sido condenada pelos tribunais portugueses a mais de duas décadas de prisão pelo homicídio de Diogo Gonçalves, um jovem informático de 21 anos. O crime ocorreu em 2020 e envolveu também a participação da então companheira da arguida.

Segundo as investigações realizadas pelas autoridades, o homicídio terá sido motivado por interesses financeiros. A vítima teria recebido uma herança significativa e, de acordo com o processo judicial, as duas mulheres terão planeado apropriar-se desse dinheiro.

De acordo com os elementos apurados durante o julgamento, o jovem foi inicialmente drogado e posteriormente morto. O corpo terá sido desmembrado, tendo algumas partes sido abandonadas em diferentes locais. Parte dos restos mortais nunca chegou a ser encontrada pelas autoridades.

O caso ganhou grande visibilidade pública devido à violência dos factos e à complexidade do processo judicial. Em primeira instância, a enfermeira acabou por ser absolvida, decisão que viria mais tarde a ser revertida pelo Tribunal da Relação. Posteriormente, o Supremo Tribunal de Justiça confirmou a condenação, fixando a pena em 23 anos de prisão.

Entretanto, antes de cumprir a sentença definitiva, a arguida deixou Portugal e permaneceu desaparecida durante vários meses. A detenção agora confirmada ocorreu após cooperação internacional entre autoridades policiais.

A antiga companheira da arguida, que também estava envolvida no crime, acabaria por morrer na prisão, após ter cometido suicídio enquanto aguardava o desenrolar do processo judicial.

Após a detenção na Indonésia, seguem-se agora os procedimentos legais necessários para que a mulher seja entregue às autoridades portuguesas. No entanto, a defesa poderá ainda contestar a extradição nos tribunais daquele país.

Caso o processo avance sem impedimentos, a arguida regressará a Portugal para cumprir a pena de prisão determinada pela justiça portuguesa.