Rendas nos contratos existentes subiram 5,2% em fevereiro, pouco mais que no mês anterior, revela INE.
Durante o ano passado, as rendas das casas pagas pelos inquilinos em Portugal passaram vários meses a desacelerar. E, agora, parece que o seu crescimento está a estabilizar em torno de 5%. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que as rendas de habitação cresceram 5,2% em fevereiro, pouco mais que no mês anterior.
“A variação homóloga das rendas de habitação por metro quadrado foi 5,2% em fevereiro de 2026 (5,1% no mês anterior)”, revela o INE. Estes dados podem indicar, assim, uma tendência de estabilização da subida das rendas pagas pelos inquilinos – que têm em conta todos os contratos de arrendamento atualmente em vigor - em torno de 5%, após um longo período de desaceleração.
A nível geográfico, “todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a Madeira registado o aumento mais intenso (7,0%)”, lê-se ainda no boletim divulgado esta quarta-feira, dia 11 de março.
Em termos mensais, o valor médio das rendas das casas pagas pelos inquilinos (nos contratos existentes) registou uma variação mensal de 0,6% (0,8% no mês anterior). “A região com a variação mensal positiva mais elevada foi a Madeira (0,7%), não se tendo observado qualquer região com variação negativa do respetivo valor médio das rendas de habitação”, retalha ainda o instituto.
Ao longo de 2026, os inquilinos poderão ver as rendas das casas a serem atualizadas assim que o contrato de arrendamento completar (mais) um ano. O coeficiente de atualização das rendas fixado pela lei para este ano é de 2,24%, podendo mesmo acumular correções dos três anos anteriores, o que significa que algumas rendas podem subir até 11%.
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