TAP já retomou voos para a Venezuela

13:30 - 07/04/2026 ATUALIDADE
A TAP retomou sexta-feira, 3 de abril, os voos para Caracas, capital da Venezuela, recuperando uma rota que estava suspensa desde novembro do ano passado.

No regresso a este país sul-americano, a companhia aérea de bandeira nacional disponibiliza dois voos por semana, mas vai reforçar a operação já em julho, com uma ligação direta desde o Funchal.

A TAP retomou na sexta-feira, 3 de abril, os voos para Caracas, capital da Venezuela, recuperando uma rota que, segundo Mário Chaves, diretor de operações da companhia aérea nacional, “é fundamental para a TAP”.

“Representa 50 anos de uma rota que é fundamental para a TAP. Uma rota que une portugueses, que une diáspora, que une muito daquilo que nós somos”, considerou o responsável, lembrando que a retoma dos voos para a capital venezuela coincidiu com o 50.º aniversário do início de operações da companhia aérea neste país sul-americano.

O primeiro voo neste regresso da TAP à Venezuela aconteceu sexta-feira, 3 de abril, num avião Airbus A-330, com 298 lugares, que partiu de Lisboa e realizou a viagem até Caracas completamente lotado.

“Se for necessário mais, temos mecanismos para conseguir reforçar. Para nós é uma rota importante, portanto, estaremos sempre, não só disponíveis, mas com vontade desse reforço”, acrescentou Mário Chaves, lembrando que a TAP vai reforçar a operação para a Venezuela já a partir de 2 de julho, com um voo semanal direto desde o Funchal.

Neste regresso à Venezuela, a TAP está a realizar duas ligações aéreas por semana entre Lisboa e Caracas.

Recorde-se que os voos da TAP para a Venezuela sido suspensos em novembro de 2025, na sequência dos alertas emitidos pelos EUA e também por Espanha, que recomendavam cautela ao sobrevoar o espaço aéreo venezuelano, numa altura marcada pelo aumento da atividade militar e pelo clima de instabilidade política.

De seguida, foram as autoridades venezuelanas que decidiram revogar as licenças de operação de várias companhias internacionais, incluindo a TAP, em retaliação pela suspensão de voos decidida em novembro.

Nessa altura, a TAP justificou a suspensão das ligações com a falta de condições de segurança, tanto por critérios internos como pelo regulador nacional, garantindo, no entanto, que mantinha o objetivo de continuar a servir a diáspora portuguesa na Venezuela assim que fosse seguro.

No início deste ano, com a captura de Nicolas Maduro pelas forças norte-americanas, o contexto alterou-se e abriu caminho à reposição das ligações aéreas comerciais, o que levou de imediato Donald Trump a reabrir o espaço aéreo venezuelano, esperando-se que, em breve, também as transportadoras aéreas dos EUA voltem a operar na Venezuela.

 

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