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Arrendar quarto em Portugal está mais caro: preço subiu 8% num ano

20:00 - 13/04/2026 ECONOMIA
Rendas dos quartos subiram 10% em Lisboa e 7% no Porto, mostram dados do idealista. Capital tem os preços mais altos.

O acesso à habitação em Portugal está cada vez mais difícil perante a subida dos preços muito acima dos salários. É por isso que há quem se refugie nos quartos para arrendar em casas partilhadas, uma solução económica e flexível hoje procurada não só por quem vive sozinho (jovens, estudantes, pessoas separadas ou divorciadas), mas também por famílias com filhos que não conseguem pagar a renda de uma casa. 

A verdade é que também os quartos para arrendar em Portugal estão a ficar mais caros, com os preços a subir 8% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo uma análise do idealista, marketplace imobiliário líder em Portugal. Já em relação ao trimestre anterior, as rendas dos quartos registaram uma descida de 1%.

Quanto custa arrendar quarto em cada cidade?

Os preços dos quartos para arrendar aumentaram em 13 dos 19 municípios analisados (e com amostras representativas). Foi em Bragança onde as rendas dos quartos mais subiram, com um aumento de 13% face ao mesmo período do ano passado. Seguem-se Funchal e Guarda (ambos com 11%), Lisboa (10%), Castelo Branco (9%), Santarém (8%) e Porto (7%).

Com aumentos dos preços dos quartos para arrendar mais moderados estão Vila Real (6%), Viseu (4%), Ponta Delgada e Setúbal (ambos com 3%), Coimbra (2%) e Braga (1%).

Em Aveiro (-9%) e Évora (-3%), os preços dos quartos em casas partilhadas desceram no último ano. Já em Faro, Leiria, Portalegre e Viana do Castelo, os preços mantiveram-se estáveis durante o período analisado, mostra o idealista.

Lisboa continua a ser a cidade com os quartos para arrendar mais caros, com preços medianos a rondar os 550 euros mensais (euros/mês), seguida por Funchal (500 euros/mês), Porto (450 euros/mês), Ponta Delgada (412 euros/mês), Faro e Setúbal (ambos com 400 euros/mês), Aveiro e Évora (ambos com 360 euros/mês), Braga (355 euros/mês), Viana do Castelo (350 euros/mês), Coimbra (335 euros/mês) e Santarém (325 euros/mês).

Com rendas dos quartos até 300 euros mensais encontram-se Leiria (300 euros/mês), Viseu (270 euros/mês), Vila Real (265 euros/mês), Castelo Branco e Portalegre (ambos com 250 euros/mês).

As cidades mais económicas para arrendar quarto continuam a ser a Guarda (210 euros/mês) e Bragança (225 euros/mês), revelam os mesmos dados do idealista relativos ao primeiro trimestre de 2026.

 

Rendas dos quartos arrancam 2026 com estabilidade

Nos primeiros três meses de 2026, o mercado de quartos para arrendar revelou uma evolução mais contida do que na comparação anual, com os preços a manterem-se estáveis em oito dos 19 municípios analisados. São eles: Faro, Guarda, Lisboa, Ponta Delgada, Porto, Santarém, Viana do Castelo e Viseu.

Ainda assim, registaram-se subidas das rendas dos quartos em alguns mercados, com Setúbal a destacar-se ao apresentar a maior valorização trimestral (10%). Seguem-se Funchal e Portalegre (ambos com 5%), Castelo Branco (4%), Aveiro e Évora (ambos com 3%), Bragança e Coimbra (ambos com 2%) e Braga (1%).

Em sentido contrário, os preços dos quartos para arrendar desceram em Vila Real (-5%) e Leiria (-4%) entre o início de 2026 e o final de 2025.

 

Arrendar quarto não é só para estudantes

Os dados publicados nesta análise revelam que o arrendamento de quartos não é uma opção habitacional apenas para estudantes, convertendo-se também na opção eleita por jovens nos seus primeiros anos no mercado de trabalho e em alguns casos até mais tarde. 

A atual realidade do mercado de arrendamento português nas grandes cidades faz com que seja complexo para muitas pessoas solteiras ou separadas suportar o custo de uma casa, tornado o arrendamento de um quarto a opção mais vantajosa.

Por outro lado, partilhar casa continua a ser um estímulo para muitos jovens com vontade de serem independentes e de saírem da casa dos pais, uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos.

 

Metodologia

Para a realização desta análise foram consideradas apenas as cidades com uma base estável no idealista durante o período analisado e com um número mínimo de 30 anúncios. 

O idealista tornou-se numa referência para todos aqueles que procuram partilhar casa, tanto pela facilidade de utilização como qualidade da informação. A opção disponibilizada pelo idealista de procurar um companheiro de casa para iniciar com ele o processo de pesquisa de um alojamento, tem um grande sucesso entre os utilizadores portugueses e estrangeiros que se deslocam ao nosso país e que pretendem encontram um quarto desde os seus locais de origem. Uma das grandes vantagens são as diferentes opções linguísticas disponíveis no idealista: além do português está acessível o inglês, alemão, francês, russo, espanhol, italiano, sueco, holandês, finlandês, polaco, romeno, dinamarquês, chinês e grego.

 

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