País voltou a perder população por via natural em 2025. Grande Lisboa manteve saldo natural positivo pelo 3º ano consecutivo.
Portugal voltou a perder população por via natural em 2025, com mais mortes do que nascimentos, apesar de um ligeiro aumento dos bebés que chegam todos os anos. Nasceram 87.764 crianças de mães residentes no país, mais 3.122 que em 2024 (+3,7%), mas registaram‑se 121.817 óbitos, mais 3.421 (+2,9%) que no ano anterior. O saldo natural agravou‑se, assim, para -34.053 pessoas (face a -33.754 em 2024), num quadro em que a mortalidade infantil recuou para 2,8 óbitos por mil nados‑vivos e em que cerca de um terço dos bebés já é filho de mãe nascida no estrangeiro.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento do número de mortes foi o principal responsável pela deterioração do saldo natural em 2025. Cinco das nove regiões NUTS II viram esse indicador agravar‑se, com o Norte a registar o valor mais negativo (-11.961) e os Açores o menos desfavorável (-472).
A esmagadora maioria dos óbitos continua a ocorrer em idades avançadas: 87,1% das mortes dizem respeito a pessoas com 65 ou mais anos, e 61,3% a indivíduos com 80 ou mais anos. Em sentido oposto, os nados‑vivos aumentaram em quase todas as regiões (com exceção da Madeira), com subidas acima da média nacional no Norte, Açores, Península de Setúbal e Centro. A idade média da mãe ao nascimento de um filho foi de 32,2 anos, e de 30,7 anos ao primeiro filho, refletindo a tendência de maternidade cada vez mais tardia.
A exceção à perda de população por via natural volta a ser a região da Grande Lisboa, que pelo terceiro ano consecutivo registou um saldo natural positivo (+414), destacando‑se como a única NUTS II em terreno favorável. A região é também aquela onde mais se concentra a natalidade de mães estrangeiras: 49,7% dos nados‑vivos em 2025 foram de mães nascidas fora de Portugal. Um valor acima da média nacional de 35,3%, tal como aconteceu na Península de Setúbal (48,6%) e no Algarve (48,0%).
No mesmo ano, o país assistiu ainda a um aumento dos casamentos. Celebraram‑se 37.714, mais 3% que em 2024, com a Grande Lisboa e a Madeira a registarem a maior proporção de uniões entre pessoas do mesmo sexo, num retrato demográfico em mudança, marcado por menos jovens, mais longevidade e fortes contrastes regionais.
Idealista News