O Largo da Gaivota foi ontem, 6 de julho, ao final da tarde, palco de uma celebração que ultrapassou a dança.
A Aula Aberta de Zumba Sunset, conduzida pela energética Bela Pereira, transformou o recinto num altar de cor, ritmo e paixão nacional. Com adereços da seleção da cabeça aos pés, as zumbásticas entraram em cena como quem entra em campo: de peito feito, alma aberta e bandeiras na mão.
O cenário não podia ser mais inspirador. O céu, em tons de ouro sobre azul, parecia ter sido preparado para abençoar cada movimento. E ali, entre o som das ondas e as batidas contagiantes da música, a sessão ganhou contornos de festa maior, um tributo à seleção que, durante a aula, entraria em campo num duelo ibérico decisivo.
As bandeiras nacionais sempre a ondular ao vento durante toda a aula, num gesto silencioso e solene de apoio. E se o resultado final, a eliminação por 1-0 frente à Espanha, não sorriu a Portugal, não foi por falta de alma ou energia daquela tarde. As zumbásticas vibraram, suaram e dançaram como se cada movimento pudesse chegar aos ouvidos dos jogadores, em terras distantes do outro lado do Atlântico.
Mas o Zumba Sunset com Bela Pereira é muito mais do que uma aula de exercício. É um momento de entrega coletiva, onde o corpo se liberta, a mente serena e a alma encontra o seu ritmo. Cada passo é um reencontro com a leveza. Cada sorriso partilhado é um laço que se fortalece. Cada olhar cúmplice é a prova de que, em Quarteira, a comunidade dança ao mesmo compasso. Bela Pereira conduz esta verdadeira cerimónia de bem-estar com a subtileza de quem sabe que a energia não se impõe, contagia-se. E o mar, ali à beirinha, parece aplaudir em silêncio, cúmplice de cada coreografia.
Jorge Matos Dias