António Dores | antonio.humberto.dores@gmail.com
O poema é Teorema, Corolário e Condição
É da palavra a prova, resultado de equação
No equilíbrio das palavras, o resto é o resumo
De um problema proposto, de tema equilibrado...
E tudo aquilo que se escreve, é matemática pura
Inequação dos verbos, de inequívoca loucura
Mas se os outros julgares, de forma e preconceito
Encontrarás em ti próprio, um resultado por defeito
Nem tudo aquilo que rima, é rima forçada e ingénua...
Mas sim poema em desalinho, com a moda da estatística...
Pois no número do teu nome encontrarás
Um sentido pela mística...
Quanto mais obscuro e carregado de metáforas,
O poeta moderno, cai no público em boas graças
Apesar de não se compreender, patavina do que escreve
O leitor bate as palmas, de forma tímida e leve...
Quanto à poesia Romântica, já conheceu melhores dias
Agora se desvaloriza, quem escreve com o coração,
Foi a inteligência artificial e lá vem a acusação...
Mas o coração genuíno, é sentimento com alma
Nenhuma inteligência maquinal o consegue imitar
Se assim for o poema, encontrarás nele mais motivos para amar...
O poema reflexivo, obriga todos a cogitar
Se uma equação é motivo, para com o poema se sonhar...
Uma e outra vez, o poeta faz contas à vida
Em versos e rimas Pitagóricas
Que a escrever o motivam...
E faz desse Triângulo um Teorema
Feito de dois catetos profundos
Numa rima de hipotenusas
Em quadrados calculados, depois de finalizados os cálculos, é descoberto o mistério:
- A soma do quadrado dos sentimentos,
É igual ao quadrado do poema, feito de um triângulo amoroso, que teve na matemática, a inspiração para o tema...!!...