Professores que adiem reforma recebem 750 euros mas só em escolas onde há carência

16:48 - 30/07/2026 ATUALIDADE
O Governo decidiu restringir às regiões onde há carência de professores o acréscimo remuneratório de 750 euros a todos os docentes que aceitem adiar a reforma e continuar a dar aulas.

A medida foi hoje aprovada em Conselho de Ministros e anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que recordou que o apoio financeiro já tinha sido atribuído no passado ano letivo, uma medida que “funcionou” mas “em muitos casos não se justifica”.

No passado ano letivo, “2.200 professores prolongaram a sua carreira para além da idade da aposentação”, recebendo por isso mais 750 euros, explicou Fernando Alexandre.

A medida, que faz parte do plano + Aulas + Sucesso, será aplicada este ano a um conjunto mais pequeno de regiões e escolas das regiões de Lisboa, da Península de Setúbal e Algarve, que estão identificadas como sendo as mais carenciadas, acrescentou.

No ano passado, estavam identificados 10 Quadros de Zona Pedagógica (QZP) carenciados, onde funcionavam 258 Unidades Orgânicas, sendo que este ano são menos dois QZP: A partir de setembro, passam a existir 8 QZP carenciados, abrangendo 235 Unidades Orgânicas das regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Algarve, revelou o ministro.

Esta medida faz parte de um pacote que tem como objetivo prevenir que os alunos fiquem sem aulas por períodos prolongados.

 

Lusa