Senhorios vão poder subir rendas até 2,56% em 2027

16:40 - 11/09/2026 ECONOMIA
Coeficiente de atualização anual das rendas é fixado om base nos dados da inflação de agosto divulgados pelo INE.

Os senhorios poderão aumentar o valor das rendas até 2,56% em 2027, de acordo com os dados da inflação de agosto confirmados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor corresponde ao coeficiente de atualização anual das rendas previsto para o próximo ano, o que quer dizer que uma renda de 1.000 euros poderá ser atualizada em 25,60 euros, passando para 1.025,60 euros em 2027, caso o proprietário opte por aplicar a atualização máxima permitida.

O boletim agora divulgado pelo INE confirma a estimativa rápida publicada a 31 de agosto: nos 12 meses até agosto, a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, fixou-se em 2,56%. É este valor que serve de base ao coeficiente de atualização anual das rendas, definido ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e que serve de referência aos senhorios.

a prática, as rendas poderão subir mais em 2027 do que em 2026. O coeficiente de atualização anual das rendas passa dos 2,24% aplicados este ano para 2,56% no próximo ano, refletindo uma aceleração da inflação e traduzindo-se num aumento potencialmente superior para os contratos abrangidos pela atualização anual.

Recorde-se que o valor da atualização das rendas terá agora de ser publicado em Diário da República (DR) até 30 de outubro. Só depois desta publicação é que os senhorios poderão comunicar aos inquilinos o aumento da renda, que só poderá ser aplicada 30 dias após essa comunicação.

Rendas a subir ao ritmo mais alto da última década

Segundo dados oficiais do Portal da Habitação, citados pelo Jornal de Notícias (JN), esta subida das rendas será a segunda mais alta desde 2017. Na última década, só em 2024 foi aplicado um coeficiente superior, de 6,94%.

Ao longo da última década, o valor do coeficiente de atualização das rendas oscilou significativamente. Em 2021 chegou mesmo a ser negativo (-0,03%), enquanto em 2017 (0,54%), 2020 (0,51%) e 2022 (0,43%) ficou abaixo de 1%. Também em 2018 (1,12%) e 2019 (1,15%) não atingiu os 2%. Desde então, o aumento tem sido mais expressivo: 2% em 2023, 6,94% em 2024, 2,16% em 2025 e 2,24% em 2026.

 

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