Recentemente, uma delegação do PCP visitou a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Faro e reuniu com a sua Direção.
O Quartel desta Associação é completamente desadequado para o fim a que se destina e encontra-se em elevado estado de degradação.
A delegação do PCP pôde comprovar, durante a visita ao Quartel, que as instalações – muito antigas – são labirínticas, com pouca luz natural, arejamento deficiente e muita humidade. Por todo o lado, o estuque das paredes e dos tetos está a cair. Há fios elétricos soltos e descarnados. Os balneários ameaçam ruína, encontrando-se escorados. As camaratas, masculinas e femininas, são interiores – portanto, sem luz natural e com arejamento insuficiente – e não oferecem condições mínimas de dignidade aos bombeiros.
Não há garagem para as viaturas da Associação (veículos de combate a incêndios e ambulâncias), pelo que estas se encontram estacionadas permanentemente na rua, em frente ao Quartel. Acresce ainda que a localização do Quartel não é adequada em termos operacionais.
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Faro já dispõe de um terreno para um novo quartel, com localização mais adequada em termos operacionais, mas não tem capacidade financeira para a construção. De acordo com a Direção da Associação um novo quartel só se poderá tornar realidade com apoio financeiro do Estado, em particular, da Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Saliente-se que, num passado recente, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Faro enfrentou profundas dificuldades financeiras, resultantes, entre outros fatores, do processo de fusão (entretanto revertido) com os Bombeiros Municipais de Faro e da quebra abrupta de receitas provocada pelas alterações das regras de financiamento para o transporte de doentes não urgentes (a qual não foi compensada pelo aumento da verba recebida da Autoridade Nacional de Proteção Civil).
Estas dificuldades financeiras conduziram à acumulação de dívidas ao Estado (Fisco e Segurança Social) e a fornecedores, a salários em atraso e à diminuição do corpo de bombeiros (atualmente dispõe apenas de 9 bombeiros profissionais, quando deveriam ser 25), e à degradação dos veículos de combate a incêndios (idade média superior a 20 anos).
Nos últimos anos, algumas destas dificuldades foram ultrapassadas (pagamento das dívidas ao fisco e regularização dos salários dos bombeiros), mas a situação financeira da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Faro é ainda difícil.
Assim, o Grupo Parlamentar do PCP questionou a Ministra da Administração Interna (pergunta em anexo) sobre a intenção de o Governo apoiar financeiramente a construção do novo quartel da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Faro.
Por GP PCP