A Câmara Municipal de Silves, através da Casa-Museu João de Deus (CMJD), volta a celebrar a POESIA, através de uma TEIA de manifestações artísticas que vai desde as artes plásticas e visuais, às artes performativas, música, dança, crítica literária, edição e teatro, tendo, no entanto e sempre, a poesia como sua matriz.
A iniciativa é fruto de uma parceria com as diversas escolas do concelho, a Rede de Bibliotecas de Silves, Juntas de Freguesia e outras entidades públicas e privadas, religiosas e laicas.
A primeira dessas iniciativas tem início hoje, 15 de janeiro, com a abertura da exposição de Silvestre Raposo (vida e obra): pintura, escultura e escrita, que ficará patente na CMJD até 27 de fevereiro.
Já no âmbito da poesia, e durante o mês de janeiro, irão decorrer diversas atividades. Dia 23 começa com “Periscópio do Sonho: do morcego ao rouxinol”, com a apresentação das obras “A cidade dos animais”, de Maria do Sameiro Barroso e “Os meninos sem medo e o morcego”, de Maria Teresa Dias Furtado. A iniciativa, que decorre no anfiteatro da Escola EB 2,3 João de Deus, em SB Messines, tem início pelas 11h00, e contempla uma Mostra de livros com sessão de autógrafos na biblioteca da escola. Da parte da tarde, a partir das 15h00, será a vez do Jardim de Infância João de Deus receber esta apresentação, seguindo-se um lanche, pelas 16h30.
A tarde do dia 24 de janeiro será preenchida com uma mostra de livros e sessão de autógrafos (cadernos e catálogos), a partir das 16h30, na Casa Museu e, à noite, “Bailados de um tempo breve” irá juntar, pelas 21h30, as poetisas Maria do Sameiro Barroso e Maria Teresa Dias Furtado, Eduardo Ramos (alaúde), Ana Napoleão (dança) e Paulo Moreira (voz).
Mais informações sobre a TEIA – V Bienal de Poesia de Silves poderão ser recolhidas junto da CMJD, localizada na R. Dr. Francisco Neto Batista, n.º 1, em SB Messines, ou através do telefone 282330189 e do endereço de correio eletrónico casamuseu.joaodeus@cm-silves.pt.
“Nas cidades do sul
há violência e há excesso,
de semente.
Estalam os rios e foge a água.
O corpo, encortiçado, racha.
Lendas vêm de há séculos
assoreando as margens.
E quando à boca de um poço vamos
provar o nosso eco,
águas puras irrompem
noutra língua”
- Luísa Neto Jorge
Por CM Silves