Instrumentos Financeiros de Apoio ao Turismo Apresentados em Albufeira

11:20 - 09/04/2015 ALBUFEIRA
A Sessão de Informação “O Financiamento da Atividade Turística no Portugal 2020” decorreu no passado dia 7 de abril com o Auditório Municipal completamente lotado. A iniciativa, da responsabilidade do Turismo de Portugal, contou com o apoio do Município de Albufeira.

O Auditório Municipal de Albufeira acolheu, ontem, a segunda sessão informativa sobre os instrumentos financeiros de apoio a projetos na área do turismo, que o Turismo de Portugal, em parceria com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e as Entidades Regionais de Turismo, está a promover numa espécie de road show em vários pontos do país.

A iniciativa que se integra no âmbito do Portugal 2020, tem por objetivo informar os agentes do setor sobre os vários mecanismos de apoio financeiro a que podem aceder com vista ao desenvolvimento, revitalização e qualificação da atividade turística.

“O Financiamento da Atividade Turística no Portugal 2020” foi o título escolhido para a sessão, onde foram apresentados os vários instrumentos financeiros disponibilizados às empresas, com especial enfoque para o Sistema de Incentivos no domínio da Competitividade e Internacionalização das PME, para além do Fundo Revitalizar Sul, as Novas Linhas de Financiamento no âmbito do Sistema Nacional de Garantia Mútuo e a Linha de Apoio à Qualificação da Oferta.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Albufeira referiu que o Algarve é o principal destino turístico nacional, com Albufeira a liderar no número de dormidas (43% em relação ao total de dormidas na região). Carlos Silva e Sousa destacou que “as estatísticas confirmam que 2014 foi um ano excelente para o turismo algarvio que continua, ainda assim, com enorme potencial de crescimento, mas também com grandes debilidades – desemprego, sazonalidade, competição de outros destinos – para as quais as soluções tardam em surgir. O Algarve tem uma dimensão nacional que deve ser convertida em termos de investimento por parte do governo para que se possam encontrar soluções que conduzam ao melhoramento do nível de vida de quem aqui vive e trabalha. Temos que nos concentrar no potencial que ainda temos para gerar mais riqueza, é imprescindível que nos centremos na ação e que saibamos aproveitar ao máximo o novo Quadro Financeiro que é um grande desafio para a região”.

David Santos, presidente da CCDRA e gestor do CRESC Algarve 2020 informou que o programa disponibiliza 319 milhões de euros destinados, essencialmente, à inovação e empreendedorismo, eficiência energética, qualificação das empresas, criação de emprego e desenvolvimento da região. “O Portugal 2020 é uma oportunidade única para as empresas recuperarem a sua competitividade”, afirmou.

Após abordagem dos aspetos técnicos no âmbito do Plano Turismo 2020 e dos vários programas de financiamento decorreu um período de debate para esclarecimento de dúvidas entre os participantes.

Desidério Silva voltou a frisar que somos a principal região turística do país, mas que apesar dos bons resultados alcançados em 2014 continuamos a debater-nos com várias fragilidades “Alcançámos 3 milhões de dormidas em agosto, mas temos apenas 300 mil dormidas durante o mês de fevereiro, ou seja a sazonalidade continua a ser um problema grave, para além de muitas outras preocupações, das quais destaco o pagamento das portagens na Via do Infante”. O presidente da RTA aproveitou a presença do presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim, para reiterar a necessidade do Estado investir na região de acordo com o retorno em termos do PIB “representamos 40% do turismo nacional, no entanto o investimento na promoção da marca não ultrapassa os 23%; isto não faz sentido, o estado tem que aumentar os valores de investimento destinados à região” disse.

João Cotrim, que encerrou a Sessão, chamou a atenção dos empresários para a necessidade de tomarem consciência de que o Sistema de Financiamento para o Turismo vai para além dos Fundos Comunitários “ Há muitos mais instrumentos de financiamento à disposição de quem quer investir”. Afirmou ser crucial que o Plano de Negócios (PN) tenha primazia sobre o Sistema de Financiamento “A diferença entre um bom e um mau projeto está na componente soft do PN, na solidificação da sua componente estratégica”. Referiu que o Portugal 2020 tem um nível de exigência superior ao QREN (enfoque nos resultados, prazos mais rígidos, candidaturas bem elaboradas, alinhamento entre os objetivos dos projetos e as estratégias definidas a nível nacional e regional). O presidente do Turismo de Portugal disse ainda “é imperativo que os agentes do setor colaborem uns com os outros, que partilhem conhecimento, o que contribui, não só para o reforço da chamada massa crítica, mas também pelas vantagens decorrentes de trabalhar em rede, nomeadamente no que respeita ao melhoramento de resultados”.

 

Por CM Albufeira