O Estado português iniciou hoje o procedimento de classificação de âmbito nacional do Edifício do Instituto de Socorro a Náufragos da Fuseta, no concelho de Olhão, no Algarve, segundo um anúncio publicado no Diário da República.
A Estação de Socorros a Náufragos da Fuseta, como é conhecida, é um edifício icónico situado na Ria Formosa, em frente a esta vila piscatória.
A Estação de Socorros a Náufragos da Fuseta foi construída em pleno Estado Novo, na segunda metade do século XX, tendo as suas chaves sido entregues, em 1996, pelo Instituto de Socorros a Náufragos à Direção-Geral do Património do Estado, estando fechado desde então.
Segundo a Câmara de Olhão, a singularidade da sua implementação no interior da Ria Formosa e o desenho de vanguarda modernista, a par da estima que a população da Fuseta e de todo o concelho votam ao edifício mais marcante da paisagem da vila, fazem com que a autarquia tenha posto mãos à obra de reabilitação do salva-vidas, e dar-lhe vida nova enquanto ponto de encontro de cultura, património, etnografia e memória.
De acordo com a autarquia, a requalificação do edifício histórico prevê a sua reparação estrutural, reabilitação arquitetónica e funcional e posterior transformação daquele espaço no polo museológico que, sob a alçada do Museu Municipal de Olhão, se constituirá como o Centro Interpretativo da Paisagem e do Património.
Segundo a cronologia do edifício, houve, já este século, uma tentativa de classificação do edifício, com o então Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico a pronunciar-se, em 2008, contra a classificação, cujo processo acabou por caducar no ano seguinte.
Em abril de 2023, a Direção Regional de Cultura do Algarve avançou para nova proposta de classificação.
Lusa