Vitor Santos, Responsável - Loja Loulé e Carlos Almeida Administrador Executivo
Abrir uma porta onde faz falta | A PAX chega a Loulé com uma loja de proximidade

10:00 - 23/04/2026 ENTREVISTAS
Há projetos que se anunciam pela dimensão do investimento. Outros, pela ambição de crescer. Mas há também projetos que se apresentam pela forma como escolhem estar ao lado das pessoas.

É assim que a PAX – Serviços Assistência Funerária olha para a abertura da sua nova loja em Loulé: não apenas como a chegada de uma nova agência funerária ao concelho, mas como a criação de um ponto de apoio próximo, humano e preparado para acompanhar as famílias num momento particularmente delicado.

À frente desta nova loja estará Vítor Santos, conhecedor da realidade local e da sensibilidade própria de uma terra onde a proximidade continua a fazer toda a diferença.

 

A Voz do Algarve - Porque é que Loulé foi o concelho escolhido para esta nova etapa?

Carlos Almeida - Porque crescer, para nós, não é apenas abrir novas lojas. É chegar aos lugares certos com as pessoas certas. E quando o Vítor Santos se juntou ao nosso projeto, percebemos que estavam reunidas as condições para abrir em Loulé uma loja de proximidade capaz de responder às necessidades reais das famílias do concelho. Loulé tem identidade, tem comunidade e tem uma ligação muito forte entre quem cá vive e quem, mesmo estando longe, continua a chamar esta terra de sua.

 

V.A - Esta abertura é apenas mais um passo de crescimento ou há aqui uma aposta especial na comunidade louletana?

C.A - Há claramente uma aposta especial. Loulé é um concelho muito singular: tem uma forte comunidade local, uma presença estrangeira muito relevante e muitos naturais da região espalhados pelo mundo, mas emocionalmente ligados à sua origem. Isso exige uma resposta de assistência funerária que seja próxima, rápida e capaz de comunicar com realidades muito diferentes. Não queríamos apenas estar no concelho; queríamos estar bem presentes nele.

 

V.A - O que muda, na prática, quando existe uma loja da PAX em Loulé?

C.A - Muda muita coisa. Muda o tempo de resposta, muda a tranquilidade das famílias e muda a forma como cada situação é acompanhada. Ter uma loja e uma equipa local permite-nos prestar serviços funerários com maior proximidade, com meios preparados e com capacidade para orientar, resolver e acompanhar sem distância. E, nestes momentos, essa proximidade não é um detalhe — é um conforto real.

 

V.A - Quando se fala de apoio às famílias, até onde vai esse acompanhamento?

C.A - Vai muito além da organização do funeral. Há decisões difíceis, dúvidas urgentes, receios silenciosos, e é aí que a nossa presença faz a diferença. Acompanhamos as famílias na componente prática, tratamos da burocracia com rigor e ajudamos a simplificar escolhas num momento em que tudo parece mais pesado. Quando necessário, também asseguramos apoio psicológico e outros serviços diferenciados. O nosso papel é aliviar, esclarecer e cuidar, para que a família tenha espaço para viver esse momento com mais serenidade.

 

V.A - Como se garante transparência num setor em que tantas decisões são tomadas em estado de fragilidade emocional?

C.A - Com clareza, com tempo para explicar e com muito sentido de responsabilidade. As famílias precisam de perceber o que está a ser tratado, quais são as opções, os custos envolvidos e os passos seguintes. A transparência, numa agência funerária, não é apenas mostrar preços: é falar com verdade, explicar com calma e nunca aproveitar a vulnerabilidade de ninguém. É precisamente nestes momentos que uma empresa mostra quem é.

 

V.A - Que razões têm os residentes do concelho para confiar na PAX?

C.A - Desde logo, porque podem contar com a presença próxima do Vítor Santos, uma pessoa da terra, com experiência, sensibilidade e conhecimento da realidade local. Isso faz diferença num momento tão delicado. Depois, porque encontram na PAX uma empresa com décadas de atividade no setor, com capacidade de modernização, meios próprios e uma estrutura sólida para responder com qualidade, rigor e humanidade.

 

V.L - Loulé tem uma forte presença de residentes estrangeiros. A nova loja está preparada para essa realidade?

C.A - Sem dúvida. Sabemos que, para muitas famílias estrangeiras, lidar com um funeral ou com procedimentos de assistência funerária num país que não é o seu pode ser especialmente angustiante. Por isso, preparámo-nos para responder com sensibilidade linguística, cultural e operacional. Queremos que qualquer pessoa — fale português ou não — sinta que está a ser compreendida, respeitada e acompanhada.

 

V.A - E quando a família está fora do país e tem de decidir tudo à distância?

C.A - Hoje essa é uma realidade muito frequente, sobretudo num concelho como Loulé, onde há tantos laços entre a região e a diáspora. Nesses casos, a palavra-chave é comunicação. Mantemos contacto próximo, explicamos o que está a ser feito, antecipamos etapas e reduzimos ao mínimo aquilo que a família precisa de resolver sozinha. Quando alguém está longe, a confiança torna-se ainda mais importante. E numa área como a nossa, isso faz toda a diferença.

 

V.A - Como lidam com diferentes culturas, religiões e formas de viver a despedida?

C.A - Ouvindo primeiro. Cada família tem a sua história, a sua sensibilidade, os seus rituais e a sua forma de viver este momento. Não acreditamos em respostas padronizadas na prestação de serviços funerários. Acreditamos em escutar, perceber o que é importante para cada família e construir um acompanhamento respeitador, discreto e fiel ao que ela deseja.

 

V.A - A PAX quer também trazer uma visão mais moderna para este setor?

C.A - Sim, mas para nós modernizar não é tornar tudo impessoal. É exatamente o contrário. É usar melhores processos, melhor organização, mais transparência e maior capacidade de resposta para servir melhor as pessoas. Modernizar uma agência funerária é simplificar o que é complexo, dar mais informação, estar disponível 24 horas e prestar um serviço mais claro, mais digno e mais humano.

 

V.A - Que mensagem gostariam de deixar aos leitores d’A Voz de Loulé, incluindo os que vivem no estrangeiro, mas continuam ligados à sua terra?

C.A - Que há agora, em Loulé, uma porta aberta para os receber com proximidade, respeito e competência num dos momentos mais difíceis da vida. Quer estejam aqui ao lado ou a milhares de quilómetros, podem contar com a capacidade da PAX e com o acompanhamento do Vítor Santos, cuja experiência e conhecimento das especificidades da região serão uma mais-valia importante. No fundo, é isso que queremos ser no concelho: uma presença de confiança, quando ela mais faz falta.