Dessalinizadora só para quando não há soluções mais baratas, diz ministra

13:59 - 24/04/2026 ALGARVE
A dessalinizadora do Algarve, cuja construção já começou, só deverá produzir água doce na ausência de alternativas mais baratas, esclareceu hoje a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A ministra falava no plenário da Assembleia da República, num debate setorial, e respondia a perguntas do deputado socialista Luís Graça, que propôs a criação de uma comissão de acompanhamento para o processo da dessalinizadora.

Maria da Graça Carvalho respondeu que sobre a matéria assinou dois despachos, um que cria um grupo de acompanhamento, e outro, devido a dúvidas levantadas sobre questões ambientais, a pedir à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que na concessão da dessalinizadora exija que a estrutura seja “de fim de linha”.

Tal quer dizer, acrescentou, que é usada quando não há água e que quando há alternativas mais baratas não é necessário usar a dessalinizadora.

Maria da Graça Carvalho, questionada pelo deputado Jorge Pinto, do Livre, também disse que Portugal precisa dos pequenos projetos fotovoltaicos mas também dos grandes, estes colocados em áreas de aceleração energética, sem valores naturais ou agrícolas.

A ministra justificou não ter ido à conferência sobre a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, que começou hoje na Colômbia, com a necessidade de poupar, com uma possível ida estar fora dos critérios das viagens, e porque a Colômbia não reduz mais combustíveis fósseis que Portugal, pelo que não ia aprender nada.

Maria da Graça Carvalho prometeu também muito cuidado na avaliação da implementação de centros de dados, que consomem muita energia e alguns também muita água.

 

Lusa