A greve dos funcionários das cantinas escolares em Portimão marcada para a próxima semana foi adiada para setembro, após a autarquia se comprometer a contratar pessoal e rever os salários dos assistentes operacionais, disse hoje fonte sindical.
O adiamento surge “como um sinal de boa-fé” após o executivo municipal ter assumido a contratação de novos trabalhadores, respondendo a uma das reivindicações dos funcionários, disse à Lusa Daniel Martins, do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP).
Contudo, o dirigente sindical adiantou que se mantém a greve nesta semana, até sexta-feira, dado que a mesma já estava convocada e a reunião com a Câmara de Portimão (PS) realizou-se apenas no domingo à noite, horas antes do seu início.
Daniel Martins revelou que além da admissão de pessoal, a autarquia comprometeu-se também a avaliar uma proposta de melhoria salarial para os assistentes operacionais, medida considerada “essencial” para valorizar a carreira, garantir a retenção de trabalhadores, além da realização de obras em quatro escolas do concelho.
“O compromisso agora assumido cria condições para suspender, para já, a greve da próxima semana, mas os trabalhadores mantêm-se atentos ao cumprimento das medidas”, afirmou Daniel Martins, sublinhando que o protesto “poderá avançar em setembro caso não haja desenvolvimentos concretos”.
Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Portimão confirmou a reunião e reiterou o compromisso de “reforçar os recursos humanos”, reconhecendo as dificuldades sentidas nas escolas daquele concelho do distrito de Faro.
Segundo a mesma fonte, a autarquia vai contratar 43 assistentes operacionais até 30 de junho e 10 cozinheiros até julho, tendo-se comprometido também com obras de melhoria das infraestruturas escolares, o que foi assumido por escrito e com prazos concretos.
A greve dos funcionários das cantinas escolares foi convocada em protesto contra a falta de pessoal, os baixos salários e o aumento da carga laboral, fatores que, segundo os trabalhadores, têm afetado o normal funcionamento do serviço.
“Vamos aguardar que a autarquia cumpra o prometido e avaliar a implementação das medidas, pois caso isso não aconteça iremos avançar com uma greve em setembro, no início do próximo ano letivo”, conclui o dirigente do STOP.
Lusa