Os balneários da Escola Dr. Joaquim Magalhães, em Faro, vão permanecer encerrados até segunda-feira para desinfeção, após análises de controlo terem detetado na semana passada a bactéria «legionella» num chuveiro, disse hoje fonte da direção escolar.
Em declarações à Lusa, um elemento da direção do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira disse que a bactéria foi detetada na semana passada num chuveiro de água quente, o que levou a escola “a encerrar de imediato todos os balneários”, frisando que os equipamentos são “pouco usados” pelos alunos.
“Até agora, não temos conhecimento de qualquer infeção nos alunos, estando a escola a trabalhar em articulação com as entidades de saúde pública”, adiantou.
Segundo a mesma fonte, assim que as autoridades deram conhecimento da presença da bactéria ‘legionella’ no chuveiro, foi vedado o acesso aos balneários e “adotadas todas as medidas de segurança” para estes casos.
O responsável escolar adiantou que foi já contratada uma empresa que na sexta-feira vai proceder à desinfeção dos balneários, “esperando-se que na segunda-feira os balneários tenham condições para reabrirem”.
Contactada pela Lusa, fonte da associação de pais da escola disse saber que as entidades de saúde estão a acompanhar o caso, mas lamentou que a informação não tenha sido comunicada mais rapidamente pela direção do estabelecimento.
A bactéria ‘legionella’ propaga-se através da inalação de partículas de água contaminada - e não pela ingestão da água ou contacto entre pessoas -, podendo causar sintomas como febre, tosse ou dificuldades em respirar no caso de infeção em humanos.
A portaria n.º 25/2021, de 29 de janeiro, estabelece “a classificação do risco e as medidas mínimas a serem adotadas pelos responsáveis dos equipamentos, redes e sistemas (…) em função da avaliação do risco de contaminação e disseminação da bactéria da legionela que decorra dos resultados analíticos apurados, no âmbito do programa de monitorização e tratamento da água”.
O diploma determina que os responsáveis pelos equipamentos ou redes afetadas assegurem “as medidas necessárias para garantir a qualidade da água nos pontos de utilização, minimizando o risco de exposição” à bactéria.
Estas medidas seguem "normas europeias e internacionais", entre as quais os Planos de Segurança da Água da Organização Mundial da Saúde (OMS), refere ainda a portaria.
Lusa