Custo médio por hora de trabalho em 2025: Portugal está abaixo da UE

19:00 - 31/05/2026 ECONOMIA
Segundo o Eurostat, o custo médio por hora de trabalho é de 34,9 euros na UE e 38,2 euros na zona euro, enquanto em Portugal é de 19,4 euros.

Em 2025, o custo médio por hora de trabalho foi estimado em 34,9 euros na União Europeia (UE) e 38,2 euros na zona euro, acima dos 33,5 e 36,8 euros, respetivamente, registados em 2024. Em Portugal, o valor é de 19,4 euros, colocando o país abaixo da média europeia, o que continua a ser um fator de competitividade e um desafio em termos de rendimentos laborais.

Segundo os dados do Eurostat, as diferenças entre Estados‑Membros são muito acentuadas. Os custos de mão de obra por hora mais baixos foram observados na Bulgária (12 euros), Roménia (13,6 euros) e Hungria (15,2 euros), enquanto os mais elevados se registaram no Luxemburgo (56,8 euros), na Dinamarca (51,7 euros) e nos Países Baixos (47,9 euros).

Os custos laborais dividem‑se em duas componentes:

  • Salários e vencimentos;
  • Custos não salariais (como as contribuições sociais pagas pelas empresas).

Em média, estes custos não salariais representaram 24,8% do total na UE e 25,6% na zona euro. As quotas mais baixas foram registadas na Roménia (4,8%), Lituânia (5,5%) e Malta (5,8%) e as mais altas em França (32,3%), Suécia (31,7%) e Eslováquia (28,6%).

Entre 2024 e 2025, o custo por hora de trabalho, expresso em euros e considerando toda a economia, aumentou 4,1% na UE e 3,8% na zona euro.

Na zona euro, o mesmo indicador subiu em todos os países, com exceção de Malta, onde houve uma ligeira descida de 0,5%. Os aumentos mais fortes verificaram‑se na Bulgária (+13,1%), Croácia (+11,6%), Eslovénia (+9,3%) e Lituânia (+9,2%). Na parte inferior da tabela ficaram França (+2,0%) e Itália (+3,2%), seguidas de Espanha, Chipre e Luxemburgo (todas com +3,5%).

Nos países da UE fora da zona euro, o custo por hora de trabalho na moeda referente a cada país também aumentou em todos os casos. As maiores subidas foram registadas na Roménia (+10,6%), Hungria (+8,9%) e Polónia (+8,8%), enquanto a subida mais moderada ocorreu na Dinamarca (+3,0%).

 

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