A Ordem dos Psicólogos Portugueses assinala o Dia Mundial da Criança com o lançamento da campanha «Escolhe Palavras que Cuidam», através de um vídeo divulgado hoje nas redes sociais da OPP.
A iniciativa pretende sensibilizar pais, cuidadores e todos os adultos para o impacto que as palavras podem ter no desenvolvimento emocional e social das crianças. Frases aparentemente inofensivas podem deixar marcas profundas na autoestima, na confiança e na forma como as crianças aprendem a olhar para si próprias.
No vídeo, a OPP alerta para expressões frequentemente utilizadas no dia a dia, como:
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“Mas tu não pensas?!”
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“Isso não dói nada!”
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“Não tens razões para estar triste.”
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“Isso já passa.”
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“Já estragaste tudo.”
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“Assim não vais a lado nenhum.”
Ao longo do vídeo, são as próprias crianças que dão voz à mensagem central da campanha:
“As palavras dos adultos ajudam a crescer, mas também podem deixar marcas.”
E acrescentam:
“Tu esqueces o que disseste, mas as tuas palavras ficam dentro de mim e eu acredito nelas. Antes de falares comigo, lembra-te: eu ainda estou a aprender a gostar de mim. Escolhe palavras que cuidam.”
Com esta campanha, a OPP reforça a importância de uma comunicação mais empática, consciente e respeitadora das emoções das crianças, promovendo relações que contribuam para o seu bem-estar psicológico e desenvolvimento saudável.
A campanha termina com a partilha de exemplos de “palavras que cuidam”, incentivando os adultos a substituírem críticas, desvalorização ou julgamentos por mensagens de apoio, compreensão e incentivo.
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“Tenho orgulho de quem és, não apenas do que fazes”
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“Adoro-te!”
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“Não tens de esconder de mim o que é difícil para ti”
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“Não tens de ganhar ou merecer o meu amor”
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“Eu acredito em ti”
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“Podes sempre falar comigo sobre o que te preocupa”
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“Aconteça o que acontecer, podes sempre contar comigo”
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“O que sentes é importante”
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“Não tens de conseguir à primeira”
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“Errar faz parte de aprender”
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“A tua opinião interessa-me”
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“Podes pedir ajuda sempre que precisares”
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“Vamos resolver juntos/as”
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“Mesmo quando estou zangado/a continuo a gostar de ti”
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“Vou ouvir-te com atenção”
Ordem dos Psicólogos