A Fundação Manuel Viegas Guerreiro prepara-se para receber a escritora Lídia Jorge, no mês que marca um ano do discurso de 10 de Junho em Lagos e a atribuição da Medalha de Mérito Cultural pelas das mãos da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em Loulé.
A autora da liberdade, da democracia e do humanismo, que conquistou o Prémio Pessoa 2025, pela primeira vez atribuído a uma mulher e, em França, o prémio Médicis Étranger – outra estreia entre escritores portugueses – estará na Fundação Manuel Viegas Guerreiro no próximo dia 20 de Junho, assinalando mais um ano de vida.
O programa de aniversário de Lídia Jorge, promovido pela Fundação, começa com canto lírico, pelas 11h00, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Querença, com a mezzo-soprano Sylvie Brunet-Grupposo e a pianista Marta Silva.
Às 11h45, no auditório da Fundação, abre a conferência “Pelas linhas do Tempo” com José Carlos Vasconcelos, Lídia Jorge e Mirian Tavares, em torno do género literário crónica e da dimensão internacional da escritora, com um olhar sobre os artigos da escritora publicados no jornal espanhol “El País”, emoldurados pela edição de “O Céu Cairá sobre Nós”.
Após um almoço entre amigos e admiradores de Lídia Jorge, a realizar-se no “Restaurante da Fundação”, antiga “Tasquinha do Lagar”, a música faz-se presente com o quarteto de acordeões do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, “InveЯsos”, pelas 16h00, no auditório da Fundação.
A amizade e a partilha prosseguem com o músico Dino d’Santiago, a partir das 16h30.
O encontro do próximo sábado, dois dias após o dia de nascimento da escritora, constitui o prolongamento da 5.ª edição do FLIQ – Festival Literário Internacional de Querença “Os grandes navios da Terra”. «O FLIQ de Setembro de 2025 ainda ressoa nas encostas do Algarve, pela memória viva de todos quantos o viveram, mas o que parecia ser o ponto alto de uma época revelou-se apenas o prenúncio de uma continuidade.» – clarifica João Silva Miguel, presidente da FMVG. O 5.º FLIQ reuniu 12 personalidades ligadas à Cultura e à Literatura, incluindo as Cátedras Lídia Jorge do Brasil e da Suíça, que partilharam conhecimento sobre a prosa e a poesia da escritora. Outros intervenientes, da música e das artes visuais, se aliaram à homenagem que se mantém patente na Fundação, através da exposição documental “Lídia Jorge: o poder transfigurador da Literatura”, tutelada por Salvador Santos.
Em Junho deste ano, a sessão cunha-se com o contributo de intervenção ativa e continuada de Lídia Jorge no capítulo da consciência social e democrática.
O evento é de participação livre, à exceção do almoço. Reservas através do email restaurantedafundação@gmail.com ou do telemóvel 934 250 079.
A Fundação Manuel Viegas Guerreiro tem o apoio da Câmara Municipal de Loulé.
FMVG
