Em 2024, 56,8% dos residentes no continente com 15 ou mais anos e conta bancária utilizaram o banco para liquidar despesas domésticas.
Pagar as contas da luz, da água, do gás ou do telefone através do banco continua a ser o comportamento dominante em Portugal. Em 2024, cerca de 4,6 milhões de portugueses recorriam ao banco – presencialmente ou através de canais digitais – para tratar das despesas domésticas, confirmando este como o serviço bancário mais utilizado no país. Ainda assim, o hábito já não cresce como antes e até recuou face a 2023.
De acordo com o estudo Basef Banca da Marktest, 56,8% dos residentes no continente com 15 ou mais anos e conta bancária usaram o banco para pagar despesas domésticas em 2024. Este valor representa uma descida em relação ao ano anterior e quebra o que tinha sido, em 2023, uma inversão pontual do ciclo de decréscimo observado desde a pandemia. Ou seja, depois de anos de forte digitalização e automatização de pagamentos, a utilização deste serviço estabilizou e começou mesmo a ceder ligeiramente.
A mesma fonte sublinha que o recurso ao banco para pagar contas é bastante homogéneo entre homens e mulheres e entre regiões do país, mas há diferenças geracionais e sociais relevantes. Os jovens entre os 15 e os 34 anos surgem com valores significativamente abaixo da média, o que pode refletir o uso de outros meios de pagamento ou menor peso de despesas em nome próprio. Já na análise por classes sociais, verifica‑se um gradiente claro: a utilização deste serviço é mais elevada nas classes mais altas e vai diminuindo à medida que se desce na escala socioeconómica, deixando à vista desigualdades no acesso e na relação com o sistema bancário.
Idealista News