Quando os factos deixam de interessar, sobra apenas a política da insinuação

15:30 - 30/07/2026 POLÍTICA
O Partido Socialista de Faro lamenta que o PSD tenha optado por insistir numa narrativa que sabe não corresponder à verdade.

O lapso existente no anexo do caderno de encargos do procedimento de contratação da reconhecia plataforma NIT foi identificado, corrigido e explicado de forma clara. Primeiro, na reunião de Câmara. Depois, na Assembleia Municipal. Finalmente, de forma pública, através da intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Faro.

Perante estes esclarecimentos, seria legítimo esperar que o assunto ficasse encerrado. Não ficou. Apenas dezassete minutos após a divulgação pública desses esclarecimentos, o PSD Faro voltou a publicar exatamente a mesma acusação, ignorando deliberadamente aquilo que já sabia.

Há um momento em que um erro deixa de ser um erro. Esse momento acontece quando os factos já são conhecidos e, ainda assim, se escolhe continuar a repetir uma narrativa que lhes é contrária.

A partir daí, deixa de haver equívoco. Passa a haver má-fé política.

É importante recordar aquilo que verdadeiramente está em causa: o contrato celebrado não visa promover o Executivo, nem qualquer responsável político. Destina-se à promoção do concelho de Faro, do seu comércio, da sua restauração, da sua cultura, dos seus eventos, das suas associações e da sua atividade económica, através de uma das maiores plataformas nacionais de comunicação digital.

Perguntamos: é essa promoção do território que incomoda? Ou incomoda apenas que Faro seja promovido de forma competente e alcance públicos que durante anos nunca alcançou?

Mais surpreendente é que estas acusações partam precisamente de quem, quando governava o Município, contratou um serviço de assessoria política ao Executivo durante dois anos, por cerca de 120 mil euros.

Existe uma diferença essencial entre contratar assessoria política para um Executivo e contratar promoção territorial para um concelho. Confundir uma realidade com a outra pode servir uma estratégia de comunicação demagógica. Não serve a verdade.

O Partido Socialista continuará disponível para esclarecer todos os assuntos, porque acredita que a democracia se fortalece através do debate sério, do contraditório e da transparência.

O que não aceitará é a normalização de uma forma de fazer política assente na repetição consciente de informações já esclarecidas, apenas porque alimentam a polémica do dia.

A democracia exige oposição. Mas exige, acima de tudo, honestidade intelectual.

Os cidadãos merecem mais do que uma política construída sobre insinuações. Merecem respeito pelos factos.

 

Pela Comissão Política da Concelhia do PS Faro