Portugal entre os países da UE onde os jovens saem mais tarde de casa

19:04 - 14/10/2026 ECONOMIA
Dificuldades no acesso à habitação e dependência prolongada do agregado familiar são as principais razões da saída tardia por parte dos jovens.

Os jovens portugueses continuam a sair de casa dos pais mais tarde do que a generalidade dos europeus, numa realidade que espelha as dificuldades de acesso à habitação e a dependência prolongada do agregado familiar. Em 2025, a idade média de saída de casa em Portugal aproximou-se dos 29 anos (28,8), acima da média de 26,3 anos registada na União Europeia (UE). O país surge entre os Estados-membros onde a emancipação residencial acontece mais tarde, ainda longe dos padrões observados no Norte da Europa.

Os dados do Eurostat, citados pelo Público, colocam Portugal atrás da Croácia, Eslováquia, Grécia, Espanha e Itália, entre outros países com médias superiores ou próximas dos 30 anos. No extremo oposto, os jovens da Finlândia saem de casa, em média, aos 21,3 anos, seguidos dos dinamarqueses, aos 21,8 anos. O contraste ilustra uma divisão europeia entre os países onde a autonomia residencial é mais precoce e aqueles onde os jovens permanecem mais tempo em casa dos pais.

Sair mais tarde, porém, não elimina os problemas de espaço e de custos. Em Portugal, 21,4% dos jovens entre os 15 e os 29 anos viviam em 2025 numa habitação sobrelotada, quase o dobro da taxa observada na população total, de 12,7%, embora abaixo da média europeia de 26,9%. A mesma fonte destaca, ainda, que os dados europeus identificam um padrão: os países onde os jovens saem mais cedo de casa tendem a registar maior sobrecarga com custos de habitação, enquanto nos países de saída tardia essa pressão é geralmente menor. Portugal é uma das exceções, já que combina uma emancipação mais tardia com encargos habitacionais próximos da média da UE.

 

Idealista News