A subida decorre da atualização periódica do valor dos imóveis em função da inflação e não de uma alteração nas taxas municipais do imposto.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a pagar em 2027, relativo aos imóveis abrangidos pela atualização automática do valor patrimonial tributário em 2026, vai aumentar 3% nas habitações e terrenos para construção e 4% nos prédios destinados a comércio, serviços ou indústria. A subida decorre da atualização periódica do valor dos imóveis em função da inflação e não de uma alteração nas taxas municipais do imposto.
A portaria n.º 457/2026/1 publicada em Diário da República fixa em 1,04 o coeficiente de desvalorização da moeda aplicável aos imóveis cuja última avaliação ou atualização do VPT ocorreu em 2023. De acordo com o Eco, nos prédios urbanos destinados a atividades económicas, o fator de 4% é aplicado na totalidade. Nas casas e terrenos para construção, a lei determina que seja usado apenas 75% desse coeficiente, resultando numa atualização de 3%.
O aumento será inferior ao verificado no ciclo anterior, quando a atualização levou a uma subida de 4,5% nos imóveis habitacionais e de 6% nos edifícios de comércio, serviços e indústria. Na prática, “um proprietário de uma habitação paga atualmente 500 euros de IMI, o imposto aumentará 3%, ou seja, 15 euros, para 515 euros, caso se mantenham inalteradas a taxa municipal e as restantes condições fiscais” lê-se na publicação. Já num imóvel de serviços com um IMI atual de dois mil euros, a subida poderá atingir 80 euros.
A atualização não abrange todos os proprietários no próximo ano. A revisão trienal automática incide apenas sobre imóveis cuja última avaliação ou atualização do VPT tenha acontecido em 2023. O valor final a pagar dependerá sempre da taxa de IMI fixada pelo município, das isenções em vigor e das características de cada imóvel. “A atualização automática do VPT terá reflexos no IMI relativo a 2026, cuja liquidação e pagamento ocorrerão em 2027”, acrescenta a mesma fonte.
Idealista News