O Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua de Tavira – Cenas na Rua marca, no dia 05 de julho, pelas 22h00, na Praça da República, o arranque do programa cultural «Verão em Tavira».
Este tem como objetivo assegurar a fruição cultural, divulgar diferentes disciplinas e géneros artísticos, poesia, comédia, cinema, música, teatro, novo circo, malabarismo, dança, assim como dar a conhecer e permitir uma nova leitura sobre a cidade de Tavira.
 
Do programa constam os seguintes espetáculos:
 
Dia 05
“Migrare” – Cia. Maduixa (Espanha)
Praça da República
 
Quatro mulheres e um espaço vazio. Vazio, mas minado de obstáculos e fronteiras invisíveis, de ódios irracionais, de preconceitos. Elas tiveram de deixar a sua terra de origem e, agora, o país de chegada rejeita-as. O espaço tornou-se um não-espaço. Elas transitam-no em busca do seu lugar. Um lugar onde podem viver, ficar, criar raízes, onde poder ser, um lugar ao qual poder chamar de "casa". Só pedem isso. E vão lutar para consegui-lo.
Este espetáculo é a sua luta. A luta de quatro mulheres fortes, corajosas e, acima de tudo, resilientes.
 
Poesia em movimento | M/6 | 40’
 
 Dia 06
“Banan’O’Rama” - Mr. Banana (Canadá)
Praça da República
 
“Mr. Banana Show” é um espetáculo único que, através do teatro físico e da mímica, passa uma mensagem que pode ser entendida em todo o mundo. É um espetáculo que vai além das barreiras do idioma. 
 
O clímax deste espetáculo são os números de equilíbrio. O artista brinca com os espectadores, assim como com as diferentes cores do seu número. 
 
Espetáculo de comédia interativo | M/6 | 55’
 
Dia 07
“Bye Bye, Confetti” - La Baldufa (Espanha)
Parque do Palácio da Galeria
 
Três palhaços lamentam a morte de seu líder, Confetti: a ausência do pai que os guiava é notória. O vazio que deixou parece absoluto; a falta de liderança incomoda-os, oprime-os, mortifica-os: que desolação!
Alguém vai ter que substitui-lo! Assim que o duelo termina, começa a correria para encontrar um novo guia. 
 
“Bye bye, Confetti” é um espetáculo de palhaços extravagantes e autênticos, no qual meias medidas não têm lugar. Humor e amor, em partes iguais. Mas, acima de tudo, surpresa e estupefação, num espaço onde público e atores respiram as mesmas emoções.
 
Espetáculo teatral de palhaços | M/8 | 55’
 
Dia 08
“O Homem da Câmara de Filmar” de Dziga Vertov – com Stereossauro – Salão Piolho - INATEL
Claustro do Convento do Carmo
 
1929 | URSS | 66 min. |Com: Mikhail Kaufman | Documentário | Legendado em português
 
“O Homem da Câmara de Filmar” é um autêntico manifesto de Dziga Vertov, o realizador mais radical e futurista da vanguarda soviética dos anos 20. 
 
Stereossauro editou, recentemente, o álbum "Tristana" com a cantora Ana Magalhães, onde explora a sua identidade única, a mistura de eletrónica com o fado e a guitarra portuguesa, sonoridade que tem vindo a explorar, ao longo dos seus vários trabalhos. Aceitou o convite da Fundação Inatel/ Salão Piolho para musicar ao vivo o filme "O Homem da Câmara de Filmar". 
 
Filme musicado | M/12 | 66’
 
Dia 09
"O Urso e outros dois" de Anton Tchekhov ” - Ao Luar Teatro (Portugal)
Alto de São Brás 
 
Uma viúva, um credor e uma trama amorosa que revela a suscetibilidade humana dão vida a uma acutilante crítica social. Trata-se de uma comédia de costumes que brinca com a guerra dos sexos, ao mesmo tempo em que expõe as mazelas de uma sociedade regida por uma moral frágil e repressiva.
 
Comédia dell ´ Arte | M/12 | 60’
 
Dia 10
“A Cidade e as Serras, não é Eça” - Teatro Regional da Serra de Montemuro (Portugal)
Antiga Lota
 
Terras de Sol Posto é uma aldeia no meio das serras, onde Idalécio e Amândio são os únicos habitantes. Tratam das ovelhas, na realidade é só uma, pois as outras foram para a cidade em busca de uma vida melhor. Amândio é dono de uma oficina de automóveis e dinamiza uma rádio local, única ligação das aldeias enterradas no vale e onde o sinal de telemóvel e de televisão não chega.
 
Um dia começam a chegar às Terras de Sol Posto pessoas interessadas no desenvolvimento da localidade e nas riquezas da região, chega, por fim, a comunicação social para dar eco aos sucessos das Terras de Sol Posto e ao futuro risonho que os espera.
 
Teatro de rua | M/6 | 50’
 
Dia 11
“Los Viajes de Bowa” - La Gata Japonesa (Espanha)
Antiga Lota
 
Bowa, nómada, órfã de raízes e sonhos, um dia encontrou uma garrafa à beira-mar. Lá dentro encontrou uma mensagem e algo a levou a uma busca pelo seu destinatário. 
 
O espetáculo passa por diferentes estados emocionais da personagem que são sustentados por uma linguagem circense multidisciplinar: magia, que surge acidentalmente, reforçando a peculiaridade daquele espaço.
 
Desenvolvimento de uma investigação sobre as garrafas: manipulação, equilíbrio e desmistificação do objeto, tornando-o personagem, cenário ou mero elemento de suporte. Acrobacias aéreas, humor e a poesia como elementos transversais.
 
Novo circo | M/6 | 47’
 
Dia 12
“Poi” - Cia. D’es Tro (Espanha)
Antiga Lota
 
“Poi” é a história de um homem do campo preso, desde a infância pelo efeito giroscópico de seu pião. Uma viagem de reviravoltas que nos transporta para o jogo, um dos estados mais importantes da vida.
 
Fundir as artes do circo com o popular jogo do pião e as raízes da cultura mediterrânica é o principal objetivo deste espetáculo contemporâneo.
 
O pião é um jogo mágico e ancestral. Este brinquedo, em vias de extinção, é capaz de parar o tempo, pois o simples facto de observar a rotação do elemento permite isolar-nos da velocidade que rege nosso quotidiano.
 
Novo circo | M/6 | 50’
 
Dia 13
RUGE (Portugal)
Praça da República
 
RUGE é o mais recente projeto de Rodrigo Guedes de Carvalho com Daniela Onís e Ruben Alves. Um encontro de poesia e música no cruzamento entre a palavra escrita, cantada e falada. RUGE é um espetáculo sobre o amor e tudo em volta. É sobre paixão e revolta. Nasceu da paixão pelas palavras que se juntaram em frases. Depois cresceram e tornaram-se uma urgência para ser dita e escutada. Há dramas e desabafos, e riso mal escondido nas ironias. Sem nenhum medo de mostrar emoções, RUGE é uma narrativa de poemas e canções sobre todos nós. É um espetáculo sobre o amor e tudo em volta. É sobre paixão e revolta. 
 
Poesia e música | M/6 | 50’
 
Dia 14
“Smashed” - Gandini Juggling (Reino Unido)
Praça da República
 
Em “Smashed”, a manipulação do fruto proibido lança um olhar sagaz sobre as tensas relações entre sete homens e duas mulheres, utilizando o malabarismo tradicional e o circo contemporâneo.
Este espetáculo envolve nove malabaristas habilidosos, 100 maçãs vermelhas e uma trilha sonora com canções populares que vão de Tammy Wynette a Music Hall e Bach. Uma série de cenas fílmicas nostálgicas explora conflitos, relacionamentos tensos, amores perdidos e chá da tarde.
 
Inspirado no trabalho da grande coreógrafa Pina Bausch, este espetáculo combina elementos de coreografia gestual com malabarismo a solo e conjunto. 
 
Malabarismo e circo contemporâneo | M/3 | 30’
 
Dia 15
“Hashtag#Free” by Daniel Cardoso - Quorum Ballet (Portugal)
Praça da República
 
Um palco, oito bailarinos e um coreógrafo.
 
Sem ideias predefinidas, sem pretensões de seguir correntes artísticas ou estilos, esquecemos toda a inibição, negamos o controlo e deixamos tudo para trás. No presente fica o corpo que se faz preencher pelos sentimentos, a música, o ritmo, o movimento que vive num espaço onde o simples é rotina e o espontâneo real.
 
Pretende-se explorar e interpretar valores intemporais como os direitos humanos, sentimento de fraternidade, paz e respeito pela diferença que serviram como estímulos para a construção desta peça.
Dança contemporânea| M/6 | 50’
 
Dia 16
“Poesia no Jardim” – Armação do Artista (Portugal)
Jardim de São Francisco
 
Trata-se de uma performance poética de cariz intimista, pela interpretação do ator Vítor Correia, envolvida numa especial sonoridade musical, pelo músico e compositor Luís Conceição ao piano. 
 
Com uma coletânea de poetas de relevo internacional.
 
Numa atmosfera videográfica realizada por Miguel Andrade.
 
Com Cenografia de Miguel Martinho.
 
Música e poesia | M/6 | 50’