Jovem algarvio, estudante da Universidade do Algarve e com percurso ligado à política, associativismo, comunicação e empreendedorismo, Alexandre Graça, irá integrar um dos painéis da primeira edição do Politiquê, iniciativa nacional dedicada à participação política e cívica dos jovens.

Os jovens estão realmente desinteressados da política ou existe um desencontro entre as novas gerações e a forma como a política é feita e comunicada? É a questão que estará no centro do painel “O futuro decide-se hoje e nós estamos prontos?”, que contará com a participação de Alexandre Graça, o único algarvio.

A primeira edição do Politiquê realiza-se no próximo dia 27 de setembro, no Auditório da Junta de Freguesia de Olival, Vila Nova de Gaia, no Porto, reunindo jovens de diferentes percursos e sensibilidades para discutir o papel das novas gerações na política, na democracia e na sociedade, Rui Lopo, Clara de Sousa Alves, Sérgio Salazar, Telma Barbosa e Rodrigo Pereira.

Natural de Olhão, Alexandre Graça tem 20 anos e estuda Gestão de Empresas na Universidade do Algarve. O seu percurso tem sido marcado pela participação política numa estrutura de juventude partidária, pelo associativismo universitário, pela comunicação e pelo empreendedorismo.

Ao longo do seu percurso, passou pela Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg), está ligado à Rádio Universitária do Algarve (RUA FM) e exerce atualmente funções como Diretor Comercial da Algarve Júnior Consulting. Tem também participado em debates, iniciativas dirigidas a jovens e artigos de opinião sobre política, economia, juventude, ensino superior e desenvolvimento do Algarve.

Mais do que apresentar o seu percurso, Alexandre pretende levar para o debate uma questão concreta sobre a relação entre participação, território e oportunidades.

“Participar pressupõe chegar. Chegar a uma assembleia municipal, a um debate, a uma urna, a um espaço onde a voz tem eco. No Algarve, onde a taxa de utilização de transportes públicos é de apenas 5%,  a mais baixa do país, segundo a AMAL, essa premissa não é garantida. A mobilidade física e a mobilidade cívica partilham o mesmo problema, as infraestruturas que não chegam a todos. ”

 É a partir dessa realidade concreta que Alexandre Graça entra no debate nacional. A realidade dos jovens algarvios, nomeadamente os desafios relacionados com mobilidade, habitação, ensino superior e oportunidades profissionais, defendendo que a participação política também depende das condições concretas que permitem aos jovens estar presentes na vida pública.

A participação de Alexandre Graça procura, assim, acrescentar ao debate nacional uma perspetiva territorial que nem sempre está presente nas discussões sobre juventude e política, a de quem constrói o seu percurso académico, profissional e cívico a partir do Algarve.

O Politiquê é uma iniciativa independente criada e coordenada por jovens, com o objetivo de promover a literacia política, a participação cívica e o diálogo plural entre diferentes gerações, perspetivas e experiências.

Além do painel sobre o futuro da participação política, o programa inclui debates dedicados aos temas “Redes Sociais, Algoritmos e Democracia” e “Escola, Cidadania e o Futuro da Participação”.

 

Alexandre Arnedo