«À MARGEM, dE umA cErtA mAnEira – o canto do exílio» é o nome do espetáculo que a Andante Associação Artística leva à Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, no próximo dia 22 de março, pelas 21h00, para assinalar o Dia Mundial da Poesia (21 de março).

“À MARGEM, dE umA cErtA mAnEira – o canto do exílio” trata-se de um espetáculo de leituras encenadas, interpretado por Cristina Paiva com o apoio de Fernando Ladeira, produzido pela Andante Associação Artística.

O título do álbum de José Mário Branco, “Margem de certa maneira”, de 1973, editado pelo autor em França, nesse tempo de exílio, serviu de mote para este espetáculo.

“Durante 45 minutos, percorremos os poemas, as canções que falam desse exílio que sofreram os que lutaram contra o fascismo ou que simplesmente se opuseram à guerra colonial. As palavras que o retratam, que o gritam, que o relembram. No entanto, a importância da valorização da memória desses dias não deverá cair nunca na nostalgia. Que esses lamentos, que esses cantos, que esses gritos, até que essas saudades nos sirvam para compreender melhor o que foram esses tempos. E que essa compreensão nos ajude a olhar para a frente mais apetrechados, melhor preparados, porque há muitos exílios. Quem é que nunca se sentiu à margem, de certa maneira?”.

Pelo palco vão “passar” poemas de Chico Buarque, Guerra Junqueiro, João Pedro Mésseder, Jorge de Sena, José Afonso, José Mário Branco, Manuel Alegre, May Sayegh, Mourid Barghuty, Sérgio Godinho e Sophia de Mello Breyner Andresen.

A entrada é livre.