Com a apresentação do aclamado comunicador Nelson Horta, o espetáculo foi uma verdadeira viagem pelo folclore da Venezuela, com uma passagem pela Colômbia e um momento muito especial dedicado a Portugal, que arrancou aplausos entusiásticos de uma plateia numerosa e rendida.
Um desfile de tradição e alegria
O grupo, composto por bailarinas de todas as idades, dos mais pequenos aos mais experientes, apresentou cerca de dezena e meia de danças tradicionais venezuelanas, com trajes vistosos e coreografias cheias de vida. Entre os momentos mais marcantes: “Toro Cimarrón” — uma explosão de energia que retrata a tradição dos campos venezuelanos; “Alma Llanera” — o "hino não oficial" da Venezuela, que fez a plateia sorrir e bater palmas em sintonia; “Parte, corre y escapa” — um tema emocionante que alerta para a proteção da lapa, espécie ameaçada, mostrando como a arte pode ser veículo de consciência ambiental.
Momentos que ficaram na memória
O ponto alto da noite foi a homenagem à música portuguesa com o tema “Arrebita”, de Roberto Leal. As bailarinas empunharam bandeiras de Portugal e criaram uma ponte cultural que celebrou a amizade entre os dois países, arrancando o público do lugar.
Uma história com raízes em Quarteira
Formado inicialmente na Fundação António Aleixo, no âmbito do programa LOULÉ SEM FRONTEIRAS, o Araguaney tem crescido de forma notável. Desde as suas origens, o grupo já se apresentou por todo o Algarve e além-fronteiras, com aparições em televisões nacionais, consolidando-se como um embaixador da cultura venezuelana em Portugal.
Interculturalidade no coração de Quarteira
Esta noite foi mais uma prova do espírito acolhedor e multicultural de Quarteira, onde tradições de todo o mundo encontram um palco. O Mercado de Verão, organizado pela Câmara Municipal de Loulé e pela Junta de Freguesia de Quarteira, continua até 6 de setembro, prometendo mais noites de celebração da diversidade. Em Quarteira, o mundo dança junto e o Araguaney mostrou que a cultura não tem fronteiras
Jorge Matos Dias






