Num comunicado enviado, à Lusa, os deputados do PS afirmaram que esta mudança "viola o acordo estabelecido em 2016 entre os 12 Municípios do distrito de Bragança, a Administração Regional de Saúde do Norte e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que garantia a manutenção do helicóptero de emergência médica naquele local, com todos os meios logísticos e humanos necessários ao seu integral funcionamento".
Na semana passada, a ministra Ana Paula Martins disse que os quatro helicópteros do INEM, sediados em Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé, poderiam vir a ser deslocalizados para o litoral de país, para os hospitais do Porto, Coimbra, Lisboa e Faro, respetivamente.
Assim, o posto de emergência médica de Macedo de Cavaleiros passaria a uma “base logística de retaguarda”, deixando o helicóptero de estar ali sediado 24 horas por dia.
"A concretizar-se, esta medida, para além de violar frontalmente o espírito e a letra do acordo de 2016, é, do ponto de vista técnico e operacional, de uma irracionalidade geográfica evidente”, vincou Júlia Rodrigues, deputada eleita pelo círculo eleitoral de Bragança, realçando que "a eficácia do sistema de emergência médica pré-hospitalar em territórios de baixa densidade e orografia complexa, como o Nordeste Transmontano, depende criticamente do binómio tempo-resposta".
Por isso, segundo os deputados, esta decisão "deixa ainda mais desprotegidas as populações do interior pela dilatação dos tempos de chegada do meio aéreo".
Esta tarde, à Lusa, o presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, disse ter garantias da ministra de que o helicóptero não sairá de Macedo de Cavaleiros.
Lusa


