O PIB da economia portuguesa evidenciou resiliência durante o ano de 2025, conseguindo registar um crescimento de 1,9% face a 2024, com especial destaque para o setor da construção, com o investimento a crescer 5,5% e o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a crescer 1,7%, em termos homólogos.
Segundo a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), que tem por base as Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), registou-se também uma evolução positiva no licenciamento total de obras de edificação e reabilitação, com um crescimento de 1,8% no final do ano. Um crescimento que impulsionou também o aumento de 3,3% nas licenças relativas a habitação familiar.
Em sentido contrário, adianta a AICCOPN, há a registar uma redução de 2,7% nas licenças para edifícios não residenciais. O maior crescimento diz respeito ao licenciamento de fogos em construções novas, que subiu 20,1% em termos homólogos, para um total de 41.592 alojamentos.
Em relação ao consumo de cimento, houve uma variação homóloga de 0,7% no ano passado, o que representa uma evolução positiva e compatível com a continuidade das obras em curso.
Já no mercado das obras públicas atingiu-se um valor recorde no montante de concursos de empreitadas promovidos, de 10.041 milhões de euros, o que significa um crescimento de 21% face ao ano anterior. O número de contratos celebrados e reportados no Portal Base também aumentou significativamente, cerca de 48%, alcançando os 7.568 milhões de euros.
Contudo, o setor da construção em Portugal continua a enfrentar desafios nos custos de produção, com o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova a registar um acréscimo de 4%, pressionado pela componente de mão de obra que aumentou 7,7%, em contraste com uma variação moderada de 0,9% nos materiais.
Há ainda a registar outros números: 450 milhões de euros em concursos promovidos, o que significa um decréscimo de 41% em termos homólogos, e 190 milhões de euros em contratos celebrados, que representa uma descida de 46%. Estes dados dizem respeito apenas a janeiro, um mês historicamente marcado por elevadas flutuações sazonais e administrativas.
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