Do total de praias com Qualidade de Ouro distinguidas em 2026, 370 estão localizadas maioritariamente em zonas costeiras (85%), 53 em zonas interiores (12%) e 11 em áreas de transição (3%), quantificou a Quercus, frisando que as regiões Tejo/Oeste e Algarve são as “mais galardoadas”, com 93 e 86 praias, respetivamente.
Em termos municipais, Vila Nova de Gaia (19), Albufeira (19), Almada (17), Matosinhos (13), Vila do Bispo (12) e Torres Vedras (12) são os concelhos com maior número de distinções em 2026.
A associação ambientalista destacou que norte, a Madeira e o Algarve são as regiões onde se registam as maiores subidas, com mais cinco, mais três e mais duas praias distinguidas com Qualidade de Ouro do que em 2025, respetivamente.
O Alentejo sofreu uma “ligeira descida”, com menos duas praias classificadas do que em 2025, contrapôs a Quercus, referindo que as regiões de Tejo/Oeste, Centro e Açores mantiveram o número de distinções do ano passado.
Estreiam-se nesta listagem a praia de Fontes (interior), em Abrantes, na região Tejo/Oeste, e a praia de Boaventura (costeira), em Santa Cruz, na região autónoma da Madeira.
A associação explicou que esta distinção é atribuída há 15 anos, antes do início da época balnear, às praias portuguesas que apresentam qualidade da água nas análises efetuadas nos laboratórios das Administrações Regionais Hidrográficas.
Para obter a classificação de Qualidade de Ouro, têm de “ter uma qualidade da água ‘excelente’ na classificação anual das cinco épocas balneares anteriores à última (neste caso, entre 2020 e 2024)”.
Devem também ter alcançado, em todas as análises realizadas na mais recente época balnear (2025), “resultados melhores” para determinados indicadores bacterianos.
Nas águas costeiras e de transição, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100 ml [unidade formadora de colónicas por mililitro] para os Enterococos intestinais e inferiores a 250 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, precisou a Quercus, referindo-se a um dos indicadores bacterianos analisados.
No que respeita às águas interiores, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 200 ufc/100 ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 500 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, prosseguiu.
Para a obtenção do galardão, as praias devem também ter concluído a última época balnear (2025) sem qualquer registo de “ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia”.
Segundo uma portaria publicada em Diário da República, este ano a época balnear decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro. Dentro deste período, os municípios definem a respetiva época balnear.
No dia 15 de abril a temporada arrancou na praia de Porto Moniz, na Madeira e na sexta-feira, 01 de maio, em 13 praias do concelho de Cascais, distrito de Lisboa, e quatro da Madeira.
Lusa


