Com uma duração aproximada de 45 minutos, o espetáculo reuniu cerca de 50 espectadores, que assistiram a uma experiência artística imersiva centrada na relação entre o ser humano, a Terra e a memória ancestral.
Partindo da ideia de que o Templo da Terra guarda a memória que esquecemos – um lugar sagrado onde a sabedoria não é extraída, mas cultivada –, a performance inspira-se na inteligência silenciosa do micélio, que estabelece ligações invisíveis entre todos os seres vivos. A partir desta teia de relações, a criação convida o público a refletir sobre o cuidado, a reciprocidade e o despertar coletivo, evocando a possibilidade de cocriar uma nova Terra e uma nova humanidade profundamente enraizadas na natureza.
Ao longo da apresentação, os espectadores foram convidados a interrogar-se: E se a memória ancestral viver no corpo da Terra? E se a sabedoria das nossas Mães Terra ainda estiver a tecer através de nós, à espera de ser recordada? Ao longo da performance, o público foi convidado a entrar nesta teia de relações, refletindo sobre a ligação entre o ser humano, a Terra e a memória ancestral.
Concebida e interpretada por Veerle Phara e Lottie, a performance cruza diferentes linguagens artísticas para refletir sobre a ligação entre o ser humano, a natureza e a memória ancestral.
A performance integrou a programação da iniciativa Arte Dentro, que continua a promover experiências artísticas de proximidade, fomentando o encontro entre a criação contemporânea e a comunidade.
CM Aljezur




