Com o ouro acima dos 5.500 dólares por onça, as reservas do Banco de Portugal já valem cerca de 68 mil milhões de dólares.

O preço do ouro tem atingido vários máximos históricos este ano, ultrapassando os 5.500 dólares por onça. Com o conflito no Irão e a instabilidade dos mercados, o metal precioso está a consolidar ainda mais o seu estatuto de ativo de refúgio para investidores e bancos centrais. E Portugal também entra neste mapa, segundo os dados do World Gold Council, as reservas de ouro do Banco de Portugal valem hoje cerca de 68 mil milhões de dólares, colocando o país no grupo das economias com posições mais relevantes em ouro a nível mundial.

Esta forte valorização aumentou de forma significativa o valor das reservas de ouro detidas pelas principais autoridades monetárias do mundo. Segundo o ranking elaborado pela Visual Capitalist, os Estados Unidos da América (EUA) concentram ouro no valor de mais de 1,4 biliões de dólares, muito acima de qualquer outro país.

Em concreto, os EUA continuam a ser o maior detentor oficial de ouro do planeta, com 8.133,5 toneladas em reservas. Ao preço de 5.500 dólares por onça, esse "cofre" vale cerca de 1,44 biliões de dólares. Bem atrás surge a Alemanha, na segunda posição, com reservas avaliadas em pouco menos de 600 mil milhões de dólares.

Logo depois aparecem Itália, França, Rússia e China, com reservas estimadas entre 408 e 434 mil milhões de dólares. A lista integra ainda países como o Japão, Portugal e o Reino Unido, bem como Irlanda, Turquia, Países Baixos e Polónia.

Num cenário internacional marcado pela tensão geopolítica e pela volatilidade financeira, o ouro volta assim a afirmar‑se como um dos grandes pilares de estabilidade, reforçando o seu peso nas principais economias mundiais.

 

Os quatro grandes países europeus

Entre os europeus, Alemanha, Itália e França destacam‑se claramente, cada um com mais de 2.400 toneladas de ouro. Aos preços atuais, as reservas de cada um destes três países são avaliadas entre 430 e 590 mil milhões de dólares.

Também a Suíça, apesar da sua menor dimensão, mantém um papel relevante. As suas reservas rondam os 184 mil milhões de dólares, o que vem confirmar a reputação do país como porto seguro financeiro e exemplo de gestão prudente das suas reservas.

 

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