Apesar de a inflação ter abrandado ligeiramente para 2,3% em 2025, cerca de dois terços do cabaz de consumo das famílias ficou mais caro, com destaque para os alimentos. A subida dos preços foi mais intensa em 63% das categorias de despesa, travando uma descida mais significativa da inflação, mesmo num contexto de queda dos preços da energia.
Segundo o Jornal de Negócios, os alimentos e bebidas não alcoólicas, que representam mais de um quinto das despesas das famílias, registaram uma subida de 2,8%, acelerando face ao ano anterior. O aumento foi impulsionado sobretudo pelos alimentos não transformados, cujos preços subiram 4,8%, refletindo o encarecimento das matérias-primas agrícolas a nível internacional.
A mesma fonte destaca ainda que, além da alimentação, houve agravamentos nos preços dos serviços, como restaurantes e hotéis, transportes e lazer, mantendo a inflação dos serviços em torno dos 4%. Embora algumas categorias com menor peso tenham registado alívios, os aumentos continuam a penalizar sobretudo as famílias de menores rendimentos, apesar das expectativas do Banco de Portugal e do BCE de um abrandamento gradual das pressões inflacionistas nos próximos anos.
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