Esta iniciativa, no âmbito do projeto DESAGUAR, conta com trabalhos de Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade, Milita Doré e Patrícia Oliveira.
DESAGUAR é um projeto de criação, mediação e circulação artísticas que atravessa margens e desafia centros, unindo três territórios cuja identidade se entrelaça com a água — Vila Nova de Cerveira, Loulé e São Miguel — através de uma rede de relações e pontes entre práticas artísticas e contextos periféricos.
Propõe uma aproximação plural à água: como presença simbólica, recurso ecológico e canal de deslocamento — físico, afetivo ou identitário. Presente em rituais, cosmologias e na geografia dos corpos e das paisagens, a água carrega um poder simbólico que atravessa culturas. Em DESAGUAR, essa dimensão entrelaça-se com as urgências do presente, por meio de práticas que pensam com os lugares e os fluxos — visíveis e invisíveis — que os moldam.
Através de residências, oficinas e exposições, seis artistas mergulham em territórios alheios para habitar os seus ritmos e tempos, criando a partir de fontes — materiais e imateriais — que definem cada lugar. As obras resultantes são depósitos sensíveis de histórias e inquietações, onde a geopoética do projeto convoca tanto o gesto da subsistência como a solenidade do ritual. Aqui, DESAGUAR subverte a dicotomia entre centro e periferia, propondo um pensamento fluido e um circuito de escuta onde a água deixa de ser cenário para se tornar agente e linguagem comum.
DESAGUAR é coordenado pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), em parceria com o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (A-CAC) e as Galerias de Arte Municipais de Loulé, com o apoio da RPAC – Programa de Apoio a Projetos 2023.
A curadoria do projeto é de Mafalda Santos (FBAC), João Serrão e Mirian Tavares (Loulé) e Jesse James (A-CAC).
A exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado, entre as 10h00-13h30 e 14h30-18h00. A entrada é livre.
CM Loulé




