A Santa Casa da Misericórdia de Loulé promoveu, no passado dia 5 de agosto, uma cerimónia dedicada à homenagem dos seus beneméritos e doadores, num momento que ficou também marcado pela celebração dos 31 anos do atual edifício da instituição.
A iniciativa pretendeu reconhecer publicamente o contributo de pessoas que, através da sua generosidade e solidariedade, têm ajudado a Santa Casa a desenvolver a sua missão junto da comunidade louletana.
A cerimónia contou com as intervenções do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, Ricardo Lampreia, da Delegada Regional do Algarve do Instituto da Segurança Social, Ofélia Ramos, e do Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

Nas suas intervenções, os responsáveis sublinharam o percurso desenvolvido pela instituição ao longo dos anos, a relevância da sua intervenção social e a importância da articulação entre a Misericórdia, as entidades públicas e a comunidade.
O enquadramento histórico da sessão esteve a cargo de Jorge Filipe Maria da Palma, natural de Loulé, licenciado em Engenharia do Ambiente e mestre em História do Algarve pela Universidade do Algarve.
Na sua intervenção, o investigador percorreu a história das Misericórdias portuguesas, abordando a sua origem, evolução e importância na sociedade, com particular enfoque na Misericórdia de Loulé, fundada em 1518.
A apresentação permitiu recordar diferentes formas de benemerência ao longo dos séculos, bem como algumas das personalidades que contribuíram para o crescimento e consolidação da instituição louletana.
Mais do que uma evocação do passado, a sessão constituiu igualmente um momento de reconhecimento daqueles que continuam a apoiar a Santa Casa, reforçando a importância da solidariedade e da participação da sociedade civil na concretização da sua missão.

A componente cultural esteve também presente no programa, com uma atuação de Gonçalo Rosa, reconhecido instrumentista de guitarra portuguesa, que trouxe à cerimónia uma interpretação marcada pela ligação entre a tradição deste instrumento e novas abordagens musicais.
Após a sessão protocolar, os participantes tiveram oportunidade de conviver durante um beberete volante, assegurado pela Associação Existir.
O momento de confraternização contou ainda com a atuação do saxofonista Tiago Fialho e com a animação musical dos Your Own Personal DJs, encerrando uma iniciativa que procurou juntar memória, reconhecimento e convívio.
Ao assinalar os 31 anos do atual edifício e ao homenagear os seus beneméritos e doadores, a Santa Casa da Misericórdia de Loulé reafirmou, assim, a importância da sua história e das pessoas que, ao longo de gerações, contribuíram para a continuidade de uma instituição com mais de cinco séculos de presença na comunidade.


