O suspeito, de 42 anos, estava em prisão preventiva desde fevereiro do ano passado e começou a ser julgado em dezembro por suspeitas de vários crimes de abuso sexual de crianças agravado, praticados, alegadamente, sobre os seus dois filhos.
Segundo a mesma fonte, o homem foi colocado em liberdade em 26 de junho, depois de o tribunal ter determinado a alteração da medida de coação, que passou da mais gravosa prevista no Código Penal português para apresentações periódicas às autoridades, proibição de contacto com os menores e proibição de se ausentar do país.
Os alegados crimes sexuais terão sido praticados entre abril de 2023 e julho de 2024, após o arguido e a mãe das crianças se terem separado.
Na altura da detenção, a Polícia Judiciária (PJ) referiu que os alegados abusos sucediam sempre em “ambiente totalmente controlado” pelo suspeito, sobretudo no interior da sua habitação, aquando da visita das crianças.
A PJ, responsável pela investigação, disse na altura ter recolhido elementos de prova que levaram à sua detenção, designadamente relatos de um dos menores, alusivos aos episódios de agressão sexual.
O julgamento, que é retomado em outubro, decorre à porta fechada por decisão do coletivo de juízes.
Lusa


