Segunda, 20 de Novembro de 2017 |
Organização de produtores e marca própria podem valorizar mel do Algarve

09:41 - 08/11/2017     347 visualizações ALGARVE
Atualizado em: 08/11/2017
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A criação de organizações de produtores e de marca própria que valorize o mel do Algarve são metas que estiveram hoje em foco no X Encontro Regional de Apicultura, em Faro, disse o diretor regional de Agricultura e Pescas.

O responsável máximo da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, Fernando Severino, fez um balanço positivo da iniciativa que juntou na sede do organismo decisores, técnicos e produtores e disse à agência Lusa que o setor “vive com saúde” na região, onde “existe o menor número de apicultores, mas estão localizados os de maior dimensão”.

“Estão registados 10.000 apicultores em Portugal, no Algarve nós temos este ano 744. E estes 744 apicultores no Algarve têm 8.291 apiários e um total de 120.000 colmeias. Ora, estima-se que estas colmeias produzirão mel com um valor à volta dos 10 milhões de euros”, quantificou o diretor regional.

Fernando Severino acrescentou que, “considerando os subprodutos, como o pólen ou a cera”, a apicultura no Algarve tem “um valor à volta dos 15 milhões de euros”, o que faz da atividade um “setor bastante importante para a agricultura regional”.

“[A apicultura] É um setor que respira saúde. Sofre aqui um problema, porque é uma pena não termos ainda uma organização de produtores que possa fomentar uma maior concentração da produção, porque muito deste mel é exportado e há importância de dinamizar a existência de uma marca associada ao Algarve”, analisou o diretor regional de Agricultura.

Fernando Severino referiu que “não há problemas de escoamento” e disse que “o mel se vende bem e a bons preços”, porque “é um mel de qualidade o algarvio”.

“Agora, em termos de futuro e de mercado competitivo, era importante este mel e os apicultores, consequentemente, se organizassem de uma forma mais estruturada em termos de organizações e promovessem uma marca associada à região”, reiterou.

Os dados do anterior quadro comunitário de apoio (PRODER) refletem que na região mais a sul de Portugal apostaram por produzir mel “metade dos jovens agricultores que investiram no Algarve”, destacou Fernando Severino, precisando que “o número total foi de 500, portanto 250 agricultores investiram na apicultura”.

“Nas nossas estimativas dinamizaram qualquer coisa como 400 postos de trabalho na região”, congratulou-se o responsável pela agricultura e pescas do Algarve, salientando a necessidade de aproveitar ainda mais o “potencial enorme deste produto para exportação”, porque o mel do Algarve “lá fora é considerado de elevada qualidade”.

Fernando Severino considerou que é também importante “trabalhar a valorização da parte comercial” do produto e apostar no “mel biológico” para poder haver “acréscimo do preço por quilo sem aumentar produção”.

“Temos as alterações climáticas, não podemos fugir a isso, e com a seca não há tanta riqueza florística”, advertiu, sublinhando que há margem para crescer em rentabilidade mesmo com a diminuição das condições de produção no terreno por força da mudança nos padrões meteorológicos.

O diretor regional de Agricultura e Pescas qualificou o encontro de hoje como um dos “pontos mais altos da apicultura em termos regionais e até nacionais”, devido à relevância dos participantes para o setor.

 

Por: Lusa

 
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