Segunda, 16 de Setembro de 2019 |
JSD desafia Governo a reverter decisão «centralista» de reduzir locais de prova de Medicina

11:36 - 11/09/2019     127 visualizações POLÍTICA
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A Juventude Social-Democrata (JSD) desafiou hoje o Governo a reverter a decisão de reduzir os locais de realização da prova nacional de acesso à especialidade para os estudantes de Medicina, classificando-a de «centralista e centralizadora».

Em comunicado, a Comissão Política Nacional da JSD contesta a redução dos locais da prova, dizendo que obrigará os estudantes de Medicina “a realizarem centenas de quilómetros adicionais e a suportarem os seus encargos, numa decisão centralista e centralizadora”.

“A par desta péssima decisão, junta-se a circunstância de este ter sido o primeiro ano em que terão de pagar taxa, deslocação, refeições e eventuais dormidas para realizar um exame obrigatório para a admissão na especialidade, um exame essencial para os estudantes de medicina”, critica a organização juvenil do PSD, presidida pela deputada Margarida Balseiro Lopes.

Os alunos de Medicina de Braga e da Covilhã deixam este ano de poder realizar a prova nacional de acesso à especialidade nas respetivas cidades, já que a prova para os recém-licenciados em Medicina será este ano realizada no Porto, em Coimbra, em Lisboa e no Funchal e em Ponta Delgada.

Os estudantes de Medicina reclamam que também os alunos das escolas médicas de Braga, da Covilhã e de Faro deviam poder fazer a prova nas respetivas cidades.

“Não só se perpetuou a prática errónea de deslocar os alunos da Universidade do Algarve para realizarem o exame a centenas de quilómetros, como se obrigou à mesma deslocação os alunos da Universidade do Minho e da Universidade da Beira Interior”, critica a JSD, considerando que a decisão agravou o “sentimento de injustiça” entre os estudantes.

Pela “quebra do pacto com a coesão territorial” e, sobretudo, “pelos constrangimentos causados a centenas de estudantes”, a Juventude Social Democrata manifesta “o seu profundo desagrado para com o Governo, desafiando-o a reverter todo o processo”.

“A juventude laranja acredita ainda que o seu repto será aceite, não só por uma questão de justiça, equidade e estabilidade, mas porque, pior do que errar, é não corrigir o erro”, refere esta organização.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) já escreveu uma carta aberta aos vários intervenientes no processo da prova de acesso à formação especializada, manifestando-se surpreendida com a “alteração drástica de exclusão” da prova este ano em Braga e Covilhã.

Em declarações à Lusa na segunda-feira, o coordenador do Gabinete da Prova Nacional de Acesso, Serafim Guimarães, justificou que a escolha de cinco locais (três no Continente e dois nas ilhas) se deve à necessidade de tornar o mais uniforme e homogénea possível as condições de realização da prova.

Contactada pela Lusa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), também envolvida neste processo, remeteu para informação disponível no seu ‘site’.

“As características físicas dos locais onde se realizam as provas são importantes para assegurar, por um lado, a qualidade da experiência e, por outro, o mínimo de perturbação durante a realização da mesma. Em anos prévios foram destacadas discrepâncias entre as condições de realização da prova em locais diferentes e reportes informais de candidatos que se sentiram prejudicados por tal”, refere a informação da ACSS.

A ACSS indica também que, depois de consultada a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, a Ordem dos Médicos e o Ministério da Saúde, se entendeu importante “harmonizar as condições de administração da prova, por forma a reduzir o viés introduzido por estas na seleção”.

 

Por: Lusa

 
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