O Município de Faro lamenta profundamente a morte do algarvio Carlos Brito, resistente antifascista e histórico dirigente do Partido Comunista Português (PCP).
Nascido em Moçambique em 1933, Carlos Brito mudou-se para Castro Marim com os pais aos 4 anos, tendo, desde muito tenra idade, feito parte de movimentos de resistência ao Estado Novo. Em 1946, mudou-se para Lisboa, onde estudou Contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa. Foi militante do Movimento de Unidade Democrática (MUD Juvenil) e do PCP, tendo sido preso por diversas vezes, a primeira das quais em 1953. Voltaria a ser preso várias vezes até 1974, ano em que, após o 25 de Abril, integrou a comissão política do comité central do partido.
Foi deputado à Assembleia Constituinte e assumiu, durante 15 anos, a liderança da bancada parlamentar do PCP, tendo chegado a ser, em 1980, candidato presidencial.
Em 1999, voltou a fixar residência em Alcoutim, onde se inseriu ativamente na vida local e regional, tendo pertencido aos corpos sociais de várias associações e sido um dos fundadores do Jornal do Baixo Guadiana, além de membro da Assembleia Municipal local. Também ao longo dos últimos anos, participou em iniciativas promovidas pelo Município de Faro, nomeadamente relativas ao 25 de abril de 1975.
Paralelamente, à sua atividade política, Carlos Brito manteve também uma intensa actividade literária, com publicação de poemas e artigos em diversas publicações periódicas ou antologias.
Ao longo do seu percurso de vida, foi agraciado com diversas condecorações, nomeadamente a grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1997) ou grande oficial da Ordem da Liberdade (2004), pelo Presidente da República, entre outras.
Neste momento de dor, o Município de Faro presta homenagem a Carlos Brito pelo seu percurso marcante na defesa da liberdade e democracia no nosso País e endereça os mais sentidos pêsames aos seus amigos e familiares.
CM Faro


