Licenciado em matemática pela Faculdade de Ciência da Universidade de Lisboa, com mestrado em gestão e políticas públicas, José Carlos Rolo faleceu no passado dia 11 aos 70 anos.
“Ingressou na vida autárquica como vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira em 2001, assumindo pela primeira vez a presidência do município em 2012. Voltaria a ocupar o cargo em 2018, após o falecimento do então presidente Carlos Silva e Sousa, tendo sido eleito para o mandato iniciado em 2021. Exerceu funções como presidente da autarquia até 2025, mantendo-se depois como vereador”, refere-se no voto de pesar.
Segundo o voto do PSD, ao longo dos anos, José Carlos Rolo “destacou-se pelo compromisso com o desenvolvimento de Albufeira, promovendo investimento público significativo em áreas como a educação, a ação social, bem como pelo apoio ao desporto e à juventude”.
“A sua carreira ficou marcada pelo sentido de serviço público, pela proximidade às populações e por uma postura de diálogo e cooperação institucional. A sua morte representa uma perda para o Algarve e para o poder local, onde deixou uma marca de dedicação, trabalho e compromisso com a sua comunidade”, sustenta-se.
Na sessão plenária de hoje, igualmente por unanimidade, foi aprovado um voto de pesar apresentado pelo PS pela morte Armando Gabriel Teixeira Baltazar, considerado “referência maior” do movimento para a inclusão das pessoas surdas em Portugal.
“A sua vida foi marcada pela coragem, pelo compromisso e por um sentido profundo de serviço à comunidade”, lê-se no voto.
Licenciado em Ensino de Língua Gestual Portuguesa (LGP), Armando Gabriel Teixeira Baltazar “foi formador, mentor e ativista incansável”.
“Lutou pelo reconhecimento da LGP como língua e património vivo, pela valorização da cultura surda e pela eliminação de barreiras. Foi distinguido com o International Social Merit Award pela Federação Mundial dos Surdos, reconhecimento do impacto do seu trabalho além-fronteiras”, refere-se.
Ainda segundo o PS, foi um “homem íntegro, persistente e generoso”, e “defendia que a comunidade surda é uma minoria cultural com identidade própria”. “Empenhou-se, em especial, na integração de jovens surdos no mercado de trabalho. A sua morte é considerada uma perda, não só para toda a comunidade”, acrescenta-se.
Lusa




