Já a nível concelhio, a regra na esmagadora maioria também será de candidatos únicos, mas há casos em que haverá disputa eleitoral, como em Coimbra, Espinho, Viseu, Faro ou Vila Nova de Gaia, alguns com figuras nacionais do partido envolvidas.
A realização em simultâneo de eleições internas para os órgãos locais foi aprovada na última alteração dos estatutos do partido, no congresso de outubro de 2024.
Ao nível distrital, em 15 das 19 estruturas (Lisboa está dividida em duas, Área Metropolitana e Área Oeste) os atuais presidentes são recandidatos e só num caso há concorrência.
Será em Braga que o antigo deputado social-democrata e vereador da Câmara de Barcelos Carlos Eduardo Reis vai disputar a liderança da distrital do PSD contra o atual presidente da estrutura, o eurodeputado Paulo Cunha, que foi vice-presidente do líder Luís Montenegro até ao último Congresso.
Apesar de o próprio Carlos Eduardo Reis - que entrou no parlamento durante a liderança de Rui Rio e suspendeu o mandato no ano passado quando foi acusado na operação judicial Tutti Frutti - recusar nacionalizar esta eleição, será o maior ponto de interesse destas eleições internas, uma vez que Braga é também o distrito do secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.
Nas restantes distritais, já há um vencedor à partida, uma vez que se trata de candidatos únicos, e só quatro mudarão de mãos: Lisboa, Coimbra, Beja e Portalegre.
Em Lisboa, o vice-presidente da bancada do PSD Bruno Ventura vai suceder a Ângelo Pereira que atingiu o limite de mandatos (e irá nas listas como candidato à Mesa da Assembleia Distrital) e também à concelhia há uma lista única, encabeçada pelo médico e presidente da Junta de Freguesia de Lumiar, Ricardo Mexia, que sucederá a Luís Newton (outro acusado na operação Tutti Frutti e que não irá a votos).
No concelho de Lisboa, há uma lista alternativa de delegados à Assembleia Distrital encabeçada pelo antigo líder da concelhia Paulo Ribeiro e que conta com alguns antigos deputados do PSD como Joana Barata Lopes, António Pinheiro Torres, André Pardal ou Maria Emília Apolinário.
Na distrital de Coimbra, Helena Teodósio – presidente da Câmara de Cantanhede e da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra - vai suceder a Paulo Leitão.
Neste distrito, vão bater-se pela liderança da concelhia a eurodeputada Lídia Pereira e o deputado Martim Syder, que representa nesta disputa a continuidade com o atual presidente da estrutura João Campos.
Em Beja, candidata-se o deputado Gonçalo Valente, que já tinha sido líder desta distrital entre 2019 e 2024, sucedendo a Andreia Guerreiro, que decidiu não se recandidatar.
Em Portalegre, sai o atual líder Rogério Silva e candidata-se Luís Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Marvão.
Nas restantes distritais em que há lista única, Aveiro continuará a ser liderado pelo atual secretário de Estado das Comunidades Emídio Sousa, Bragança pelo deputado Hernâni Dias, Castelo Branco pelo antigo autarca Manuel Frexes, Évora e Faro pelos deputados Francisco Figueira e Cristóvão Norte, respetivamente, Guarda por Rui Ventura e Leiria por Hugo Oliveira.
À frente da distrital de Lisboa – Área Oeste continuará José Bernardo Nunes, do Porto o presidente da Câmara e ex-ministro Pedro Duarte, de Santarém o deputado Ricardo Oliveira, de Setúbal o secretário de Estado Paulo Ribeiro, de Viana do Castelo Olegário Gonçalves, de Vila Real Amílcar Almeida e de Viseu Carlos Santiago.
Em Aveiro, o atual líder da concelhia, Ricardo Sousa será recandidato ao cargo, mas vai ter pela frente a deputada Carolina Marques.
Nas últimas autárquicas, Ricardo Sousa – que foi deputado durante a direção de Rui Rio - tinha sido o candidato indicado pela concelhia para presidente de Câmara, mas a direção nacional escolheu Jorge Ratola, que venceu as eleições e preside atualmente ao município.
Também em Viseu, haverá disputa na liderança da concelhia, entre o deputado e coordenador autárquico Pedro Alves e o advogado Emanuel Simões.
Lusa


